A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 24/04/2020

A Constituição Federal de 1988 garante o direito à moradia, saúde e educação, entretanto não são todos os cidadãos que usufruem desses direitos. Tal situação é, portanto, evidente no Brasil contemporâneo, onde mais de 100 mil habitantes são moradores de rua. Isso se mantém por conta da grande taxa de desemprego atual e também por conflitos familares, que levam, muitas vezes, ao abandono de crianças na rua.

Indubitavelmente, o marco de cidadãos desempregados leva à expansão do número de pessoas morando nas ruas. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, dentre todos os moradores de rua, 47,7 % nunca tiveram um emprego formal e 52,6% ganham entre vinte e oitenta reais por semana e a taxa de desemprego no Brasil subiu para 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro de 2020, atingindo 12,3 milhões de pessoas segundo o IBGE. Então, o número de casos em que famílias, sem condições de pagar alugueis e impostos, cresce exponencialmente, fazendo com que tais indivíduos tenham que situar-se nas ruas.

Outrossim, destaca-se na sociedade brasileira, diversos conflitos familares que geram o abandono de crianças e também a expulsão de casa. Mapeamento realizado pelo programa Consultório de Rua, de Piracicaba (SP), aponta que 56% dos moradores de rua afirmam que se encontram nesta situação devido às brigas familiares. Isso também pelas desavenças por conta do uso de drogas e alcoolismo dentro da própria casa, conflitando relações entre parentes.

Desse modo, entende-se que a atual situação dos moradores de rua no Brasil tem extrema relevância e impacto na sociedade em geral. Então, é preciso que o Governo providencie iniciativas na contratação de empresas privadas, e também autoridades públicas deveriam incentivar campanhas de terapia familiar com o intuito de amenizar tal problemática.