A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 23/04/2020
Durante a Revolução Industrial, ocorreu o êxodo rural, tendo como reflexo habitantes do campo migrando a centros urbanos, em busca de uma melhoria de vida. Porém, muitos não tinham sucesso em sua jornada e acabavam ficando sem moradia. Hodiernamente, ainda é visível esse tipo de problema em meio á realidade brasileira, comprometendo o bem-estar da população. Tal panorama ocorre ora em função do descaso populacional diante desse assunto, ora pela falta de assistência governamental. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa controla-los de maneira eficaz.
De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), há cerca de 101 mil indivíduos em situação de rua no país, o que caracteriza ampla displicência na atuação do Governo com essa minoria. Segundo o filósofo Michel Foucault, o papel das autoridades é maximizar o bem-estar dispondo de uma administração correta. Analogamente, é visível que o governo rompe com essa harmonia, pois embora moradia, alimentação e a saúde sejam direitos básicos garantidos pela Constituição, para os moradores de rua eles são negados. Desse modo, tem-se em vista que a atuação do estado sob tais problemas é necessária como forma de combate a problemática.
Para Zygmunt Bauman, as relações diferentes entre passado e futuro, tornaram a sociedade mais individualista sem visar ao bem comum. Com efeito, embora totalmente explícita a miséria e a marginalização desses indivíduos, o individualismo pré-moderno contribui para que a situação seja negligenciada e nenhuma medida social seja tomada para melhorar a qualidade de vida do cidadão. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que a situação dos moradores de rua acabou se tornando parte da vida cotidiana, e grande parte dos cidadãos demonstram frieza e indiferença ao se deparar com tal circunstância. Assim, esse tipo de ideologia e atitude é transmitida de pessoa a pessoa, agravando o problema no Brasil.
Entende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que se possa amenizar essa situação. O governo deve oferecer os suportes necessários ao cidadão comum, como moradia por exemplo, por meio do programa “Minha Casa Minha Vida” e assim melhorar as condições físicas dos mesmos. Da mesma forma campanhas visando ao bem comum devem ser feitas por ONGS, para assim impulsionar o quanto esses indivíduos precisam do suporte de outros, melhorando as condições mentais. Com esses requisitos, será possível minimizar gradativamente esse fato social no Brasil.