A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 23/04/2020
Segundo o escritor brasileiro Jorge Amado, em sua obra Capitães de Areia, apresenta um grupo de jovens que encontra nas ruas sua única chance de sobrevivência, passando a atuar, em seu âmbito social, de forma ilegal e marginalizada. Infelizmente, acontece da mesma forma no hodierno cenário brasileiro, em que há o descaso de muitos indivíduos para com a situação dos moradores de rua. Dessa maneira, o desemprego e indiferença social frente a tal impasse corroboram para a sua continuidade.
Em primeiro plano, vale destacar que mesmo com o amplo leque de possibilidades para um desenvolvimento pessoal, ainda há muitas pessoas que não conseguem se promover financeiramente. Com isso, segundo dados do IBGE, o Brasil hoje concentra doze milhões de desempregados. Conseqüentemente a isso, muitos cidadãos não conseguem alcançar uma renda mensal para se manter, e como efeito, não conseguem permanecer em sua própria casa e deslocam- se para lugares impróprios representando sua nova moradia. Em vista disso, nota-se que a formação profissional de um indivíduo interfere expressivamente no seu futuro.
Outrossim, a invisibilidade social, em que o sujeito que mora na rua e passa despercebido pela civis da sociedade brasileira, contribui para a manutenção dessa situação gerando um certo preconceito. Logo, bem como citou Marilena Chauí, filósofa brasileira, a democracia deve ser um sistema igualitário, sem ações que prejudiquem um grupo em prol do outro. De forma contrária a esse pensamento, tal desumanização tem como resultado a desvalorização dos direitos que as pessoas em situação de rua tem como ser humano, o que dificulta solucionar essa questão no país. Sendo assim, é notório que essa circunstância também influencia no destino desses cidadãos.
Entende-se, portanto, que é necessário que a população entenda a importância de ajudar os moradores de rua. Desse modo, cabe ao Ministério do trabalho por meio de propostas de auxílios na busca de emprego, influenciá-los a retornar ao mercado de trabalho. Ademais, o Ministério da Educação, juntamente com as instituições de ensino, deve reformular algumas diretrizes curriculares, implantando uma disciplina de solidariedade e nacionalidade, que forme cidadãos mais capazes respeitar tais adversidades.