A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 24/04/2020
No livro ’’Capitães de Areia’’, de Jorge Amado, retrata-se um grupo de jovens que foram abandonados por suas famílias, que encontram a rua sua única chance de sobrevivência. Na narrativa, os personagens passam a atuar, em seu âmbito social, de forma ilegal e marginalizada. Semelhante a essa obra, no contexto brasileiro contemporâneo, notam-se que número de moradores de rua estão em uma curva crescente. Com isso, o conflito familiar, bem como a indiferença social, contribui para continuidade da problemática em território nacional.
Em primeira análise, constatam-se o desentendimento e abando de diversas famílias. Conforme o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, há uma falta de solidez nas relações sociais, logo, os vínculos liquefazem-se e raramente são duradouros, característica da “modernidade líquida” (século XX). Dessa forma, a familiaridade no hodierno entre os parentes é diversas vezes árdua, visto que, existe frequentes discussões e casos de violência doméstica que desempenha mais pessoas a desocuparem seus domicílios de maneira voluntária ou não. Consequentemente, tais atos intensificam a quantidade de indivíduos sem moradia fixa no país.
Além do mais, vale ressaltar o desprendimento as questões sociáveis dos sem-teto. Segundo o sociólogo prussiano Karl Marx, existe consequências das produções capitalistas, posto que, o proletariado não era considerado um escravo, mas sua condição de existência nessa realidade o ’’transformou’’ em indigente (Revolução Industrial – século XVIII). Sendo assim, fez renascer as relações das classes da sociedade uma opressora e outra oprimida. Paralelamente a esse cenário, os moradores de rua são inúmeras vezes omitidos e irrelevantes para algumas pessoas da camada social superior. Portanto, essa percepção proporciona que tais cidadãos dificilmente possuam um progresso na sua situação de vida.
Diante disso, desde que haja a ação de ONGs para combater os difíceis vínculos entre as famílias, por meio de projetos de apoio à população, a fim de possibilitar uma familiaridade descomplicada e cativante. Outrossim, no que tange a desambição sociável, compete ao Ministério dos Direitos Humanos promover a inclusão na comunidade desses indivíduos sem residência fixa, que impulsionaria uma maior igualdade entre direitos e possibilidades de melhoria na qualidade de vida. A partir dessas intervenções, será possível amenizar a problemática da grande quantidade moradores de rua no Brasil.