A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 24/04/2020

Promulgada pela organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a declaração Universal dos Direitos Humanos garante o direito a um padrão de vida capaz de assegurar saúde e bem-estar a todos os indivíduos. Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, posto que se tornou frequente a situação dos moradores de rua no Brasil. Isso ocorre, ora em função da má distribuição de renda, ora pelo abandono familiar que pode até levar a outras situações como chance de sobrevivência, passando a atuar, de forma inadequada.

Em primeiro plano, vale destacar que a má disseminação de renda acontece no momento em que existe um desequilíbrio entre a população que possui alta renda e a população mais carente. Mediante dos dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), estima-se que, no Brasil existem mais de 100 mil pessoas em situação de rua. Uma vez que, grande parte desses indivíduos encontram-se em cidades grandes e capitais, dando origem então, ao problema de concentração de renda. Desse modo, apresenta-se um grande desafio para os que não recebem esses recursos.

Paralelamente a essa dimensão, a falta de apoio familiar, principalmente na adolescência, contribui para a permanência de residente em via pública. Conforme a filósofa Hannah Arendt em “ A banalidade do mal “, o pior mal é aquele visto como fato cotidiano, ínfimo. De forma análoga a esse pensamento, pôde-se dar como exemplo a maioria dos jovens que estão na rua não vivendo mas sim sobrevivendo de forma ilegal e marginalizada, se tornando algo normal ao ver de muitos. Sem contar as doenças e vírus que essas pessoas infelizmente estão em risco alto de pegar. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que possa liquidá-los de maneira eficaz.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de resolver tal impasse, visto que, essa problemática atinge diretamente a população brasileira. Assim, cabe ao estado incentivar maiores investimentos para essa classe menos favorável, por meio de programas já existentes, como bolsa família e cadastro único. Outrossim, compete as famílias, por meio de suportes que salientam as precárias condições de vida de muitos habitantes mobilizar-se para prevenir seus parentes de agirem de forma inapropriada. Dessa forma, será possível estruturar e concretizar uma sociedade justa e igualitária