A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 24/04/2020

Para quem tem posição social e dinheiro, falar de desigualdade é bobagem. A frase do dramaturgo alemão Beltord Brecht aludida correlaciona-se à contradição vivida por milhares de cidadãos em situação de pobreza no Brasil contemporâneo, tais como os moradores de rua. Com isso, questões como o consumo de álcool e drogas juntamente as altas taxas de desemprego corroboram para a proliferação dessa questão social.

Em primeiro plano, destaca-se o consumo de drogas e álcool como fator que leva as pessoas à situação dos indigentes. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 35,5% dos entrevistados estão em situação de rua por causa desses problemas. Nisso, observa-se que os casos dos dependentes químicos proliferam a maior parte dos casos de mendigos no Brasil hodierno, a partir do momento que eles perdem dinheiro para bebida ou chegam a perder o apoio familiar.

Simultaneamente a questão anterior, as grandes taxas de desemprego desfrutam o mesmo equívoco social. Conforme dados do Coeficiente de Gini, indicador da concentração de renda de um país, o Brasil é o 10º país com mais desigualdade no mundo, abordando o total de 12 milhões de desempregados, segundo o IBGE. De forma análoga à esses dados, outra grande parte dos sem-tetos chegaram a essa situação por meio da falta de emprego que acaba os deixando sem dinheiro para manter uma moradia, e muitas vezes sem alimentos também.

Torna-se evidente, portanto, a precariedade do tratamento para evitar moradores de rua. Assim, compete às ONGs aumentarem os números de campanhas para combater o uso de drogas, a fim de evitar que as pessoas cheguem ao nível de esmoler. Outrossim, cabe ao Governo adquirir meios mais efetivos para a diminuição da taxa de desigualdade e consequentemente, de desemprego. Dessa forma, a proliferação de indigentes irá diminuir e conduzirá uma melhor qualidade de vida a todos cidadãos brasileiros.