A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 24/04/2020
O uso das drogas cresce absurdamente ao longo dos anos, com isso muitas pessoas acabam se viciando, podendo perder assim seu dinheiro, emprego e até a moradia para poder alimentar seu vício. Dessa forma, o número de sem tetos tem um aumento elevado no Brasil e no mundo. Com isso, a violência nas ruas cresce e se torna cada vez mais perigoso ter que permanecer nas estradas e becos diariamente pois a pessoa fica exposta a todo tipo de violência, como agressões verbais, físicas e sexuais.
O escritor modernista Jorge Amado na Obra Capitães de Areia discorre acerca de um grupo de menores abandonados, tendo que sobreviver em condições hostis nas ruas de Salvador por meio de furtos e diversos crimes. Paralelamente, a situação nas ruas não é muito diferente do livro para a realidade, tendo adolescentes e crianças deixadas pelos pais, que na maioria dos casos estavam envolvidos com tráfico ou vícios em drogas lícitas ou ilícitas, sobrevivendo a base de esmola ou furtos. Devido ao grande número de violência nas ruas, muitos desses jovens podem ser levados ao mundo do crime antes de chegarem na adolescência, ou facilmente abusados e manipulados.
De acordo com o censo da Prefeitura de São Paulo em 2017, pode-se apontar a existência de mais de 15 mil moradores de rua, sendo 80% deles homens. Destaca-se a parcela de mulheres, que apresenta vários relatos de violência sexual, abusos, agressões graves e até feminicídio. Certamente vistas como frágeis, diariamente as mulheres estão mais vulneráveis a sofrer violência, sendo elas as maiores vítimas nas ruas.
Apesar de seus vícios e da falta de oportunidade muitos moradores de rua acreditam que suas vidas podem melhorar, contando assim com a ajuda do governo, que financia programas de recuperação de viciados, pessoas com traumas e oferecem também uma ajuda financeira. Uma fiscalização nas ruas seria uma opção para maior segurança tanto das pessoas sem teto quanto dos pedestres e motoristas. Com um maior apoio do Governo as ruas ficariam mais seguras e o número de desabrigados diminuiria.