A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 06/05/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, declara em seu décimo terceiro artigo que “toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.”, porém, este tratado ainda é uma utopia dentro da realidade brasileira. É fatídico que uma das maiores razões para o não cumprimento desse artigo é o racismo estruturado na sociedade.
Antes de mais nada, é importante destacar que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), entre os 10% mais pobres da população 78,5% são negros, todavia entre os 10% mais ricos são apenas 24,8%. Esse dado exemplifica a exclusão da população negra, que, sendo criada desde a infância nas periferias, tem suas opções de vida restritas e muitas vezes acabam por entrar no mundo das drogas e finalizando suas vidas vivendo nas ruas.
Logo, vê-se que em São Paulo, 70% das 24.344 pessoas em situação de rua são negras, segundo a própria prefeitura da cidade. Isso demonstra as consequências de uma sociedade racista, que teve uma abolição da escravatura extremamente tardia. A população negra está em vulnerabilidade desde sua chegada forçada ao Brasil, até hoje, onde se encontram em realidades miseráveis.
Enfim, tendo como uma das principais causas o racismo e a realidade do povo negro no Brasil, é importante ressaltar que a solução para este problema nunca será solo, e sim advinda de um conjunto de decisões. Primordialmente é o Estado por meio do Ministério da Cidadania, em conjunto com o Ministério dos Direitos Humanos que deve consolidar programas sociais que insira na realidade dessa população educação e cultura, levando por exemplo, professores de música as comunidades, a fim de melhorar a vivência e as opções de futuro desses cidadãos.