A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 06/05/2020
Após a Revolução Industrial, ocorreu um êxodo rural em grande escala, tal qual apresenta várias situações onde pessoas mudaram-se para os centros urbanos sem possuírem locais fixos de moradia, condicionando-se à vida nas ruas. Além disso, nota-se que nos dias atuais ainda prevalece o impasse na sociedade brasileira e, ainda assim, há grande desrespeito tanto governamental que não os assegura direitos básicos contidos na Constituição Federal, quanto de alguns cidadãos que acreditam que estes são inferiores e não merecem ser tratados como “iguais”.
Em primeira análise, convém ressaltar que existem muitas razões que levam as pessoas a morar nas ruas, tais como: consumo de drogas, desemprego, problemas familiares, entre outros. Além disso, sabe-se que, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), estima-se que no Brasil existem mais de 100 mil pessoas em situação de rua, sendo grande parte deste grupo encontrado em cidades grandes e capitais. Assim, surgem diversos problemas, como a fome, a falta de higiene e saúde, e a violência cometida para com esses indivíduos, fatores muito preocupantes, visto que ferem com a carta constitucional, tal qual garante a todos brasileiros os direitos básicos de vida aos humanos.
Outrossim, concomitante ao exposto anteriormente, ainda há mais um grave fator: a exclusão social. É perceptível que grande parte da população os trata como seres rejeitados e invisíveis. Além disso, é evidente que grande parte dos moradores de rua estão nessa situação devido à dependência química, atrelada a negligência por parte das autoridades, que não se preocupam em criar abrigos que propiciem condições de vida aos desabrigados, principalmente em época de inverno, período no qual vários moradores de rua chegam a morrer de hipotermia.
Assim sendo, cabe ao Governo Federal, em parceria com as prefeituras, criar abrigos que contribuam com a saúde e o bem-estar dos moradores de rua, de forma a propiciar boas condições de alimentação e higiene, além de programas de reabilitação para os que sofrem de algum vício. Feito isto, será possível que esses indivíduos tenham melhores condições de vida, tornando-os aptos para retornar à sociedade e ao mercado de trabalho com dignidade.