A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 15/05/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas no ano de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê que todo o cidadão possui direito à moradia e ao bem-estar social. Porém, a realidade para um parcela da população é bem diferente, visto que moradores de rua carecem de abrigo, colocando suas vidas em risco pelo grande índice de violência no país, como também vivem em condições precárias. Diante desse cenário, torna-se premente analisar dois pontos: os malefícios de viver nas ruas e a negligência das entidades públicas sobre esse aspecto.

A priori, é lícito postular que segundo o filósofo francês Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus “filhos”, porém é notório que os valores contidos nessa máxima estão invertidos quando o assunto é a utilização das ruas como moradia, esses indigentes estão excluídos socialmente, muitos não concluíram seus estudos e não possuem o que comer e vestir. Ademais, um dos principais motivos que podem levar as pessoas a irem morar nas vias públicas é a ausência de vínculos familiares, o desemprego, o alcoolismo e entre outros fatores.

Outrossim, a negligência das entidades públicas contribuem para a precariedade do auxílio a essas pessoas, visto que esses indivíduos são “abandonados” e maltratados em relação aos demais. Sob essa ótica, é interessante evidenciar a obra de Graciliano Ramos, “ Vidas Secas”, a qual apresenta uma família fugindo do sertão por falta de alimento, emprego o que fomentou a migração para locais que amenizassem a situação vivida pela família. Analogamente, tal fato apesar de fictício, se assemelha a situação que uma parcela da população brasileira vive, pois o Governo se mostra omisso para criar mecanismos que garantam uma boa qualidade de vida aos indigentes e consequentemente fornecer um programa que diminua os índices de moradores de rua.

Em suma, a população em situação de rua no Brasil é um complexo desafio hodierno que necessita ser combatido. Dessa forma, o Governo brasileiro deve destinar parte de seus recurso financeiros para as cidades que possuam moradores em situação de rua, objetivando mitigar a desigualdade social arraigada no país. Em paralelo, a malha social precisa fazer pressão popular, solicitando às prefeituras locais um cuidado redobrado para esses moradores, garantindo aos mesmos, saúde, educação e alimentação, a fim de incluir socialmente essas pessoas. Somente dessa forma, paulatinamente, o tecido social experimentará de um novo e seguro modo de vida, como também os direitos apregoados na Declaração Universal dos Direitos Humanos serão devidamente cumpridos.