A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 18/05/2020

No livro ‘‘Capitães de Areia’’ de Jorge Amado é retratado um grupo de menores abandonados, que utilizam do furto como forma de sobreviver, apesar de viverem do crime, são crianças que tiveram um destino duro mas que têm sonhos, ingenuidades e medos como qualquer outra, no entanto, são vistas por muitos como marginais. Ora, tanto a falta de empatia da população quanto a falha de políticas públicas faz com que ainda exista tanta vulnerabilidade social.

Essa antipatia é percebida no dia a dia desses cidadãos, com  violências tanto verbais como físicas, com olhares de desprezo e fúria, mostrados no documentário ‘‘Eu existo’’, onde os sem teto relatam a indiferença que são tratados por muitos - como se não fossem seres humanos e não merecessem respeito. Assim, é notória a necessidade de ampliar a visão que se tem do morador de rua, demonstrando um olhar respeitoso e de igualdade.

Ademais, outro vetor desse atraso é o abandono do Estado, que negligência as necessidades desses indivíduos. Segundo o IPEA, existem em média 110 pessoas em situação de rua no Brasil, onde muitas delas são simplesmente esquecidas - usufruem do álcool e drogas como forma de escapismo, não conseguem empregos, nem sair da situação em que se encontram sem apoio. Dessa forma o papel do Poder Público é conduzir da melhor maneira para que, assim, consigam ter uma vida digna e igualitária.

Portanto, pode se inferir que a população em situação de rua no Brasil necessita de apoio. Sendo assim, cabe ao Ministério dos direitos humanos realizar campanhas midiáticas, e incentivo ao trabalho voluntario em escolas e faculdades, a fim de conscientizar estudantes sobre essa mazela. Além disso, apoio jurídico, politico e social a ONG’s, no intuito de se ter uma maior visibilidade e amparo. Dessa maneira, os tais ‘‘capitães de areia’’ se torne algo apenas literário.