A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 23/05/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém a questão da população em situação de rua no Brasil contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é segregado constantemente. Nesse sentido é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas:  a segregação desse grupo perante a sociedade e o individualismo.

Convém ressaltar, a princípio, que a marginalização é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo Howald Becker, na sua obra “Outsiders”, indivíduos que fogem de uma padrão social, são segregados e deixados numa periferia social. Nessa perspectiva, nota-se que devido a população de rua brasileira fugir um padrão de normalidade por apresentarem extrema situação de vulnerabilidade econômica, são segregados e invisibilizados. Fazendo assim que medidas para contornar o problema são sejam tomadas.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de empatia com o próximo em nossa sociedade. Na obra “Modernidade Líquida”  Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. Nessa lógica, a tese do sociólogo pode ser evidenciada de forma específica na sociedade no que tange a população sem-teto no Brasil. Uma vez que, na maioria das vezes não recebe um olhar empático caracterizando-se uma despreocupação da sociedade em resolver o problema.

Portanto, para que o situação dos moradores de rua mude na realidade brasileira, medidas deverão ser tomadas. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolva “workshops”, nas escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do ensino médio, porém o evento pode ser aberto a comunidade. Essas poderiam ocorrer através de dinâmicas e dramatizações que estimulem atitudes empáticas com os moradores de rua, para assim a sociedade solucionar o problema diminuindo o número de moradores de rua no Brasil. Desse modo o Brasil vivenciará a filosofia de São Tomás de Aquino tratando todas as pessoas com a mesma importância.