A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 26/05/2020
Com o advento da Revolução Industrial, ocorreu de forma assídua o fenômeno denominado êxodo rural, tendo como reflexo várias pessoas mudando-se para os centros urbanos sem terem locais fixos de moradia, passando a viver nas ruas. Ademais, nota-se que nos dias atuais ainda prevalece o impasse na sociedade brasileira.
As ruas da cidade de São Paulo, mesmo quando tomadas pelos carros, não escondem seus habitantes das calçadas, viadutos e qualquer outro espaço que sirva de abrigo. Nestes dias de isolamento, o cenário mudou para os que vivem nelas e trouxe uma nova ameaça invisível: o coronavírus. Segundo o censo mais recente da Prefeitura de São Paulo, realizado em 2019, são mais de 20 mil pessoas em situação de rua e somente metade desse número está acolhida, na maior cidade do país e epicentro brasileiro do Covid-19.
Além do mais, é evidente que, grande parte dos moradores de rua estão nessa situação devido às drogas e ao consumo excessivo de álcool, sendo esse um fator alarmante que necessita ser resolvido. Além disso, há também a negligência por parte das autoridades, que não se preocupam em, de fato, criar abrigos propícios às condições de quem vive nas ruas, principalmente em época de inverno, porque vários moradores de rua chegam a morrer de hipotermia.
Cabe ao Governo Federal, em parceria com as prefeituras (principalmente onde se tem mais número de pessoas em situação de rua), criar abrigos para que esses indivíduos tenham acesso ao básico para a saúde e bem-estar deles, como alimentação, higiene e um local adequado para dormirem. Logo, dessa forma, esses indivíduos poderão ter melhores condições físicas e mentais, fazendo com que estejam aptos a retornarem para os estudos e ao mercado de trabalho. Somente dessa forma, esses indivíduos poderão se inserir novamente na sociedade brasileira.