A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 28/05/2020

No jogo “Life is Strange”, atrás do restaurante da Joyce, há um diálogo disponível entre a protagonista, Max, e uma moradora de rua, quem a transmite conhecimento importante à saga. Fora de “Arcadia Bay”, cidade onde se passa a ficção, a situação das pessoas em condição de rua, hoje, preocupa o Brasil, na medida em que é um panorama dissonante ao sobredourado do jogo. Sendo assim, aponta-se o desprezo governamental como razão fulcral a essa problemática, a qual incita a segregação social de tais cidadãos.

Primeiramente, afirma-se que, mesmo sendo um direito, a manutenção de moradores de rua é fruto do menosprezo estatal frente esse. Para depreender melhor, vale evocar o Artigo 6º da Constituição Federal, no qual se assegura o direito à moradia, e o livro “Cidadão de Papel”, de Gilberto Damenstein. Nele, o autor denuncia o teor teórico e ineficaz do arcabouço legal brasileiro, o que evidencia evidencia que a problemática decorre do desprezo governamental em efetivar tal Artigo.

Por conseguinte, enquanto essa conjuntura perdurar, os moradores de rua, gradualmente, tornam-se cidadãos isolados. Isso porque, por serem socioeconomicamente frágeis, muitas vezes, perdem o poder social mediante a “Violência Simbólica”. Nessa teoria, Pierre Bourdieu preconiza a existência de forças que orquestram as interações sociais, as quais determinam os mais fortes do esqueleto social. Sob essa óptica, é notório que tal teoria, aos “isolados”, manifesta-se segregando-os e escalonando-os abaixo na pirâmide social, de modo a agravar a situação dessas pessoas no Brasil.

Portanto, visto a intempestividade dessa mazela, infere-se a imperiosidade em dissolvê-la para melhorar tal situação no país. Para tanto, compete ao Ministério da Cidadania - enquanto órgão deliberativo máximo sob a sociedade brasileira - o dever de, por meio de políticas públicas, elaborar e promover um projeto que, a priori, resgate os moradores de rua e que, a posteriori, encaminhe-os a moradias pré-estabelecidas, no intuito de atenuar tal população do país. Dessarte, observar-se-ia um Brasil, decerto, diferente do pregado por Dameinstein.