A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 28/05/2020
O filme “À Procura da Felicidade” conta a história de um homem que, por conta de dificuldades financeiras, é despejado do lugar onde mora e começa a dormir, junto com seu filho, em locais públicos. Da mesma forma, e por diferentes razões, muitos brasileiros também vivem em situação de rua, sendo esse um grave problema para o país. Nesse contexto, cabe avaliar como o consumo de drogas e o uso patológico de drogas ilícitas são fatores que contribuem para tal questão.
É fato que o uso patológico de drogas ilícitas está ligado à realidade em discussão. Segundo uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social, 35,5% dos moradores de rua têm problemas com o consumo de drogas. Ademais, o vício arruína a vida financeira dos usuários e pode causar atritos dentro da família. Como resultado, os indivíduos deixam de ter recursos financeiros para se arcar com suas despesas, e quando não têm suporte social, se veem sem lugar para morar, expondo-se à violência e à atração para a criminalidade ao viverem nas ruas.
Além disso, é imperativo ressaltar o desemprego como promotor do problema. Com efeito, de acordo com artigo da Empresa Brasil de Comunicação, a falta de emprego é um dos principais fatores que levam as pessoas a morarem nas ruas, sendo, por conseguinte, a empregabilidade a principal maneira de devolver a dignidade à essa população. Entretanto, a baixa escolaridade desses indivíduos é uma questão que dificulta a tarefa dos mesmos de encontrar uma ocupação que os remunere. Consequentemente, os brasileiros que estão nas ruas, sem apoio, dificilmente saem dessa situação. Portanto, é necessário que a falta de moradia para essa população seja confrontada. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde a ação de aumentar o número de vagas e postos de atendimento dos Centros de Atenção Psicossocial para usuários de drogas, sobretudo nas cidades com mais de 800 mil habitantes, em parceria com o Ministério da Economia, por meio de Lei Orçamentária, com a finalidade de diminuir os impactos sociais e na saúde que levam os usuários à situação de rua. Outrossim, o Ministério da Cidadania deve promover cursos de capacitação, em parceria com o SENAC, para os mais jovens que vivem em abrigos, resultando no aumento das suas possibilidades de empregabilidade, reduzindo a lotação dos abrigos. Assim, como no filme citado, os moradores de rua acreditarão na possibilidade de dias melhores, e que isso é possível no mundo real.