A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 30/05/2020

Na obra “A República”, do filósofo grego Platão, é vislumbrado um sistema de governo ideal da pólis, no qual a sociedade seria justa e livre de conflitos e problemas. No entanto, na contemporaneidade, o que se observa é o oposto do que o filósofo prega, uma vez que a população em situação de rua no Brasil ainda é algo a ser discutido. Esse cenário adverso é fruto tanto do uso de narcóticos e álcool quanto do desemprego. Com isso, torna-se necessária a discussão acerca do assunto.

Precipuamente, é vital pontuar que o uso de entorpecentes é o principal promotor do problema. Partindo desse princípio, segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da sociedade, todavia, no Brasil, isso não ocorre, dado que a comercialização clandestina de drogas e o comércio de bebidas alcóolicas acaba tornando os indivíduos dependentes de seu consumo, o que faz com que muitos acabem por perder todas as suas posses para sustentar seus vícios e acabem na rua. Assim, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, é imperativo frisar que o desemprego é um agravante do problema. À luz da ideia, atualmente, no Brasil, existem cerca de 102 mil  pessoas em situação de rua, segundo estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e desses, aproximadamente, 30 mil está nessa situação devido ao desemprego, problema crônico de nossa sociedade, visto que não possuem capital econômico para se sustentarem, acabam indo parar nas ruas, de modo a ficarem às margens da sociedade. Isso retarda a resolução do empecilho, perpetuando esse quadro deletério.

Urgem, pois, medidas para resolver o problema exposto. Destarte, cabe ao governo federal, através do Ministério da Defesa promover uma maior fiscalização nas fronteiras do Brasil, posto que elas são a porta de entrada para a maior parte das drogas consumidas no país, e ainda, calha ao Mininistério do Desenvolvimento Social promover campanhas para evidenciar todos os malefícios do consumo do álcool e de outras drogas, a fim de que os impactos negativos desses entorpecentes sejam sanados. E, além do mais, compete ao Ministério da Economia desenvolver programas sociais de geração de emprego, como a construção de estatais, de forma a garantir renda e emprego as pessoas. Com tais medidas, a sociedade, gradativamente, alcançará a utopia de Platão.