A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 16/06/2020
Com a Revolução Francesa, ocorrida em 1789, os ideias acerca dos Direitos Humanos impactaram a história do mundo e se tornaram essenciais ao contexto social. Nesse sentido, a atual Constituição brasileira, influenciada por este levante, defende os direitos básicos de todo indivíduo, no artigo V, como: moradia, educação, saúde e lazer. No entanto, sabe-se que, na realidade, moradores de rua, como minoria, ainda são negligenciados e excluídos socialmente.
Sob esse viés, faz-se pertinente analisar um dos principais precursores do aumento desse grupo social. De acordo com o Índice de Gini- instituto que analisa a concentração de renda no País- é evidente, no Brasil, a disparidade da desigualdade econômica refletida pelas crises socioeconômicas que afetam diretamente as camadas mais vulneráveis, culminando na elevação do desemprego e, consequentemente, no número de moradores de rua- os quais recebem pouco apoio e notoriedade da grande parcela do corpo social. Desse modo, é notória a falta de compromisso do Estado perante à igualdade defendida pela Constituição.
Ademais, é importante salientar a invisibilidade social dessas pessoas fomentada pela segregação. Consoante ao sociólogo Karl Marx, a sociedade corrompeu-se a partir da hierarquização das relações sociais, isto é, o prestígio e atenção são direcionados somente a classes com poder aquisitivo, marginalizando-se mais ainda os indíviduos contrários a este padrão estabelecido. Por conseguinte, devido a esse preconceito enfrentado, muitos moradores de rua desenvolvem problemas psicológicos e dependência por bebidas alcoólicas e drogas ilícitas- lhes causando ainda mais uma esteriotipização negativa. Em suma, ressalta-se a importância da luta por condições melhores e representividade a esse grupo necessitado e carente de dignidade.
À luz desses argumentos, é necessário medidas imediatas para reverter esse quadro negativo. Dessa forma, o Ministério dos Direitos Humanos, como responsável pela efetivação dos ideias defendidos pela Revolução Francesa, deve criar uma Rede nacional de apoio, por meio da formação de equipes com profissionais e voluntários especializados em fornecer ajuda com moradia provisória, alimentação, atendimento psicológico e formação profissionalizante para os moradores de rua. Dessa maneira, o Brasil poderá reduzir o número de pessoas em situação de rua. Atrelado a isso, o Ministério da Educação, por meio de palestras orientadas por professores e ex-moradores de rua, deve conscientizar e dar mais visibilidade às necessidades enfrentadas por esse grupo social. Nessa perspectiva, o preconceito debatido por Karl Marx poderá ser reduzido.
Logo, é necessário medidas imediatas para reverter esse problema. Dessa forma, o Ministério dos Direitos Humanos, como responsável pela efetivação da democaria no País, deve criar uma Rede Nacional de apoio aos moradores de rua, por meio da formação de equipes profissionais e voluntários, com o objetivo de oferecer moradias provisórias, alimentação, acompanhamento psicológico e profissionalizante. Dessa maneira, o Brasil poderá reduzir a invisibildade dessa minoria e promover os ideais da Revoluçao Francesa na sociedade. Atrelado a isso, o Ministério da Educação deve elaborar palestras que conscientizem os alunos sobre o combate ao preconceito enfrentado por esse grupo.