A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 04/07/2020
A Constituição Federal de 1988 é um marco aos direitos dos cidadãos brasileiros, por garantir liberdades civis e os deveres do Estado. Embora, não seja bem assim, pela invisibilidade que sofrem grande parte das minorias em situação de rua no Brasil. Nesse sentido, vale ressaltar que o problema não é só a falta de empatia pelo próximo, mas também a necessidade providências do Estado.
Em primeiro lugar, é possível notar que os indivíduos que vivem nas ruas tem sua imagem ocultada e denegrida por outros grupos da população. Assim, na obra “Modernidade Líquida”, de Zygmunt Bauman, é relatado que a pós-modernidade é fortemente voltada para o individualismo. Dessa forma, o indivíduo não sente a necessidade de socializar com um cidadão visto como inferior, podendo faltar com respeito e não querendo sua presença em ambientes sociais por não se encaixar no padrão estabelecido.
Ademais, é necessário uma reeducação sobre a maneira que são tratadas as minorias no Brasil. Com isso, segundo Nelson Mandela, considerado como o mais importante líder da África Negra, a educação é a arma mais poderosa do indivíduo, sendo essa capaz de mudar o mundo. Dessa maneira, o indivíduo deveria ser tratado como igual para sociedade, pois a invisibilidade sofrida tende a levá-lo a viver uma vida sem princípios, surgindo problemas físicos e mentais, juntamente com o apego as drogas.
Portanto, atitudes são necessárias para mudar este cenário. Urge que o Ministério dos Direitos Humanos invista em abrigos para cuidar e acolher os moradores de rua, para esses terem o direito de viver uma vida com dignidade, como forma de abandonar antigos vícios presentes na rua, e integrá-lo novamente na sociedade. Além disso, a mídia deve mostrar as dificuldades que essas minorias sofrem todos os dias no Brasil, a fim de tornar uma sociedade solidária ao próximo. Assim, a educação será possível de mudar as pessoas, como constatou Nelson Mandela.