A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 16/07/2020
No ano de 2009 foi instituída a PNPR(Política Nacional para a População em situação de Rua), cujo objetivo é deliberar a cerca das políticas públicas relacionadas aos moradores de rua. Está medida se mostra falha, visto que a população em situação de rua no Brasil, aumenta a cada ano. Esse cenário é fruto da ineficiência estatal, que resulta na indiferença e preconceito por parte da população, contribuem para esse quadro negativo.
Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para o auxílio aos indivíduos em situação de rua. Essa lógica é comprovada pela interpretação dos índices de moradores nas ruas, onde percebe-se o aumento dessa população. De acordo com uma pesquisa feita pelo IPEA, em 2015, estima-se que um total de 100 mil habitantes Brasileiros estejam em situação de rua. Só na cidade de São Paulo em 2015 existiam aproximadamente 15 mil, segundo a Prefeitura em 2019 este número pode ter aumentado em 53%.
Além disso, a sociedade Brasileira é estruturada por um modelo excludente. Assim, ao analisar a coletividade pela visão do antropólogo Lévi-Strauss, nota-se que o morador de rua é visto como incômodo para boa parte da população, que consideram as necessidades desses indivíduos em situação de rua é uma responsabilidade pessoal, todavia na realidade são coletivos e estatais. Por conseguinte, a reintegração dessa minoria é afetada pela negligência social.
Logo, é necessário que medidas sejam tomadas para a resolução do problema. Sendo assim, cabe a Secretaria Especial dos Direitos Humanos deve, por meio da manutenção, adição e intensificação, melhorar as políticas públicas já existentes visando uma maior eficiência das mesmas. As ONGs responsáveis pela Defesa dos Direitos Civis devem, por meio de campanhas e projetos na área, aumentar a visibilidade e mobilização social a essa população nas ruas. Assim, como Strauss queria podemos formar uma sociedade sem a ideia de superioridade.