A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 16/07/2020
A Constituição de 1988 -em seu artigo número 5- afirma que todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, sendo dever do estado garantir direito à vida, à igualdade e à propriedade a todos. Entretanto, na prática, nota-se que esse encargo não é totalmente praticado, no que tange à população em situação de rua, visto que essa minoria encontra-se cada vez em números maiores, causado, principalmente, pela crise socieconômica e pela invisibilidade social. Nesse contexto, cabe-se analisar as causas dessa problemática e suas consequências.
Em uma primeira análise, é válido destacar que a crise econômica é uma das principais causas da problemática. Segundo a ISTOE, revista digital, 30 % das 101.000 pessoas em condições de rua, estão nessa situação por conta do desemprego. Sob esse viés, é nítido que a crise econômica hodierna impulsiona os números de desemprego e, logo, a quantidade de pessoas que, sem salário, não conseguem pagar os alugueis. Em consequência disso, a única alternativa é utilizar as ruas como residência, mesmo que essa opção traga um meio de vida precário, sem higiene, segurança, alimentação e dignidade. Dessarte, a falta desses direitos gera, a longo prazo, consequências como, por exemplo, a violência, ocasionada pelo preconceito contra esse povo.
Outrossim, a invisibilidade social também corrobora para esse problema. No documentário “Eu Existo”, produzido por uma universidade de São Paulo, são apresentados depoimentos de pessoas em situação de rua que afirmam se sentirem invisíveis, tanto pela população, tanto pelos órgãos públicos. Diante desse cenário, assim como nos relatos, o preconceito e a diferença influenciam nessa falta de apoio e ajuda, pois na lei esse povo carente é considerado cidadão, no entanto, no cotidiano, não são vistos como pessoas, já que não possuem os direitos de dignidade e igualdade. Logo, as pessoas veem negativamente essa condição de vida, tratando com enormes diferenças que, consequentemente, viram preconceito. Em suma, esse tratamento causa doenças psicológicas que abrangem a autoestima e a depressão nesse povo e, por conseguinte, suicídios.
Em síntese, medidas são necessárias para combater esses impactos que representam atentados contra o que é previsto constitucionalmente. Portanto, a fim de recolocar o povo carente das ruas no mercado de trabalho, cabe às ONG’s criarem projetos, por meio de assistências profissionais, essas assistências devem funcionar com apoio de empresas regionais. Ademais, é mister ao Governo que crie projetos, por intermédio de propagandas, que busquem apresentar ao povo a importância do trabalho voluntário e os impactos positivos que essa ação causa para o povo em situação de rua.