A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 13/10/2020
Promulgada pelo ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à dignidade humana e ao bem estar social. No entanto, a população em situação de rua impossibilita que essa parcela da população não desfrute desse direito universal na prática. Nesse contexto, não há dúvidas de que o alto índice de sem-tetos é um desafio no Brasil; o qual ocorre, devido não só ao desemprego, mas também à desigualdade social.
Em primeiro lugar, cabe deixar claro que o número de pessoas em situação de rua no Brasil é alto devido à grande porcentagem de desempregados no país. De acordo com um censo da Prefeitura de São Paulo, o número de moradores de rua cresceu de 16 mil para mais de 24 mil indivíduos entre 2015 e 2019, um crescimento de 53%. No mesmo período, o desemprego cresceu de 12,8% para 16,4%. Diante disso, é inadmissível que a quantidade de indivíduos nesta situação seja tão alarmante.
Faz-se mister, ainda, salientar que a desigualdade social também é impulsionadora do alto índice de pessoas que moram na rua. Segundo Jean Jacques Rousseau, filósofo suíço, a liberdade do homem está cada vez mais ameaçada porque a desigualdade social é crescente. Essa fala evidencia a tese de que a falta de igualdade entre indivíduos também é responsável pelo atual cenário brasileiro. Diante dos fatos, é perceptível a necessidade de políticas públicas que procurem reverter esta situação.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para a resolução desse problema. Assim, cabe ao Ministério da Cidadania, em parceria com a Secretaria do Trabalho, dar suporte às pessoas em situação de rua por meio de abrigos e criação de empregos, com a finalidade de retirá-los das ruas e dar a oportunidade de uma vida digna. Com essa solução, espera-se que o número de pessoas nesta situação diminua e o índice de empregos cresça.