A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 10/08/2020

Na fórmula de Bhaskara, a solução da função do segundo grau depende das suas raízes-ou seja, dos valores de ‘‘x.’’ Da mesma forma, ao se analisar a população em situação de rua no Brasil compreende-se também que é necessário a análise das suas incógnitas para se chegar na resolução dessa problemática. Logo, da mesma maneira da equação, os coeficientes dessa adversidade estão diretamente relacionados à negligência estatal e a má influência midiática.

Em primeiro lugar, convém ressaltar que tal problemática deve-se as falhas na questão legal e a sua aplicação. Haja vista que, conquanto a Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegure o direito ao acesso à moradia, à dignidade  de vida e o bem-estar social, a impunidade no tocante à população em situação de rua no país ratifica o contrário.Essa conjuntura, de acordo com as ideias do contratualista John Locke, configura uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado brasileiro não cumpre sua função de garantir que as pessoas gozem de direitos imprescindíveis-como o direito à moradia-para manutenção de igualdade entre  os membros da sociedade. Asim, atitudes discriminatórias contra essa minoria distantes das convencionais continuam a ocorrer hodiernamente.

Em segundo lugar, a má influência midiática tem um papel coadjuvante em relação ao imbróglio. Nesse sentido, conforme Pierre Bourdieu, o sociólogo francês, ‘‘Aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta não deve ser convertida em mecanismo de opressão simbólica.’’ Analogamente, sabe-se que a mídia possui grande influência na vida das pessoas, sendo que, pode ser tanto positiva quanto negativa. Dessa forma, é necessário a concretização e a realização de mutirões, com entrega de ‘‘outdoors’’ informativos e campanhas online, por meio de influenciadores digitais, essas ferramentas são essenciais para a formação cidadã dos brasileiros, para que o cenário visto pela população em situação de rua  deixe de ferir a Declaração Universal dos Direitos Humanos e se modifique posicionalmente.

Portanto, medidas são necessárias para mudar o quadro atual. Destarte, para a conscientização da população brasileira a respeito da problemática, é preciso que as escolas, com apoio das prefeituras e das mídias, promovam um espaço para rodas e discussão sobre o conteúdo no ambiente escolar, por meio de palestras. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores e de especialistas no assunto, com o intuito de combater a má influência midiática e de que as pessoas compreendam a matéria relativa ao enunciado. Com isso, os empecilhos dos coeficientes seriam amenizados.