A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 23/08/2020
No século XIX, era afirmado pelo químico Lavoisier, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Tais mudanças podem ser observadas a partir da Revolução Industrial, na qual com o avanço dos meios tecnológicos as máquinas passaram cada vez mais a ocupar serviços feitos por pessoas. Dessa maneira, obrigou a cada indivíduo se aprimorar para não ficar desempregado, resultando, assim, no aumento da população que moram nas ruas, seja por falta de capacitação ou por descaso do governo.
Primeiramente, é imprescindível destacar que na Constituição de 1988, em seu conjunto de leis, garante a todo cidadão o direito à educação. Todavia, tal construção teórica demonstra-se ineficaz ma prática, em que pela falta de escolarização das pessoas, juntamente com o aumento da cobrança por profissionais qualificados, há um aumento no número de desempregados. Por conseguinte, esses indivíduos perdem sua fonte de renda e não conseguem arcar com custos como moradia, água e luz, indo morar nas ruas, local onde acabam sendo “excluídos” da sociedade.
Outrossim, cabe salientar que segundo Claude Lévi-Strauss, “a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como eventos históricos e as relações sociais”. Desse modo, após a ascensão do modelo capitalista em 1990, as pessoas que não participavam ativamente, seja comprando ou vendendo, são deixadas às “margens” da sociedade, sendo suscetíveis a serem violentadas, passarem fome ou sem vestimentas adequadas. A partir disso, é perceptível que os moradores são esquecidos pelo governo, no qual não investe em políticas públicas para reintegrá-los.
Portanto, é mister que para atenuar a problemática, cabe ao Estado, em parceria com o IBGE, desenvolver uma pesquisa de campo, na qual por meio de um questionário, entreviste os moradores para descobrir os principais desafios que eles possuem, seja para viver nas ruas, seja para se integrar novamente ao mercado de trabalho, a partir disso, proporcionar políticas públicas que atendam os problemas que foram citados por esses indivíduos, visando, assim, promover para eles uma vida digna. Ademais, cabe as prefeituras realizar um levantamento da quantidade de desabrigados que vivem na cidade, com uma pesquisa local e, a partir disso, proporcionar a essas pessoas cursos profissionalizantes, com o intuito de fornecer para eles atividades laborais para obter recursos financeiros para arcar com custos de moradia. Nessa perspectiva, haverá uma sociedade, na qual as transformações serão utilizadas para proporcionar qualidade de vida à população.