A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 24/08/2020
O avanço da tecnologia somada a Revolução Industrial impulsionou o comércio mundial, porém gerou muitos desempregados devido a substituição dos homens pelas máquinas. Esses acontecimentos evocam uma reflexão sobre o aumento do número de pessoas que estão vivendo nas ruas no qual são vítimas de um descaso. Nesse aspecto, reconhecer a indiferença governamental, bem como o preconceito social em relação a esse grupo como fatores a serem superados para resolver o problema em questão.
Em primeiro plano, a apatia do governo em desenvolver políticas públicas, contribuem para a permanência desses indivíduos nas ruas. Embora a Declaração dos Direitos Humanos assegure que todos têm direito a habitação e bem-estar, a realidade brasileira aponta para um cenário contrário, já que o governo não desenvolve ações para tirá-los das ruas. Por outro lado, isso evidencia a invisibilidade dessa classe, que, por consequência, sofrem a exposição ao frio e acabam morrendo por não estarem abrigados. Assim, é visível a necessidade de atitudes do governo que promovem a ascensão desse grupo.
Ademais, ainda na perspectiva dessa temática, é válido considerar que o preconceito social é fomentado pela irresponsabilidade governamental. Nesse âmbito, em consonância com Schopenhauer, os limites do campo de visão de um indivíduo determinam seu entendimento a respeito do mundo. À luz dessa ideia, vê-se que a falta de mecanismos que mostrem a importância da interação com essas pessoas faz com que muitos as descriminem e não as ajudem por terem uma visão limitada. Por conseguinte, a perpetuação da discriminação aprofunda a desigualdade social no país, aumentando então, a população em situação de rua. Logo, é imprescindível que a população seja incentivada a interagir com esses indivíduos de modo a auxiliá-las a superarem o problema.
Diante dessa problemática, é notório que as pessoas ainda estão em situação de rua devido a inadimplência do governo. É papel do Governo, portanto, desenvolver meios de interação da sociedade com esses cidadãos que moram nas ruas. Sendo assim, o mesmo deve construir abrigos permanentes (visto que irá tirá-los das ruas e das condições sub-humanas), de forma que eles trabalhem no próprio abrigo e se organizem para mantê-lo, além de proporcionar oportunidade de trabalho voluntário – professores, médicos e assistentes sociais que querem experiência - e realizar campanhas de doações – como doação de comida, vestuário e matérias de estudo e que esse ato seja divulgado na mídia, para então, conseguir uma integração com a sociedade. Dessa forma, a quantidade de pessoas que vivem na rua será diminuída.