A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 28/08/2020

A Constituição Federal garante aos brasileiros a inviolabilidade dos direitos individuais. Todavia, na prática, é evidente a ausência desse princípio quando se observa a população em situação de rua no Brasil. Nesse contexto, não há dúvidas de que esse mal é um desafio social, o qual ocorre devido não só à carência de empatia, mas também de solidariedade. ~

Vale destacar, de início, que, segundo o sociólogo Augusto Comte, “Ser altruísta é ter empatia pelo próximo. É agir de forma espontânea em prol do bem-estar do outro”. Sob tal óptica, percebe-se que a sociedade contemporânea vive em meio a um “Estado de Anomia”, conceituado pelo pensador clássico Émile Durkheim, como um espaço de profunda desagregação social, em razão do egoísmo, egocentrismo e falta de empatia. Basta analisar a matéria do site G1, em 2020, a qual informa que apenas 6% da população brasileira realizam algum tipo de assistência, como doações de roupas e alimentos, aos mais de 100 mil moradores de rua que se encontram em situação de insalubridade e vulnerabilidade em todo o país. Logo, é essencial que se crie alternativas para mudar o cenário atual.           Faz–se mister, ainda, salientar como práticas de altruísmo, o contexto do filme “Até o Último Homem”, dirigido por Mel Gibson, em que transmite as boas ações do soldado Desmond Doss, o qual, de forma corajosa e comprometida, colocou a própria vida em risco para salvar mais de 50 militares feridos durante a Batalha de Okinawa. Dessa maneira, atos solidários iguais aos especificados na ficção, são fundamentais para se construir uma sociedade que tenha amor ao próximo. No entanto, hodiernamente, o Brasil vive marcado pelo individualismo e consumo, cuja a teoria predominante é o “cada um por si” desenvolvida pela luta de classes, estudadas pelo socialismo científico do sociólogo Karl Marx. Nesse viés, as pessoas pensam cada vez menos em ajudar uns aos outros, e as camadas menos favorecidas, como os que residem nas ruas, são as mais afetadas e excluídas.

Portanto, com o intuito de melhorar a situação dos moradores de ruas, no Brasil, o Governo, por meio das escolas, deve promover palestras de respeito entre as pessoas, em que os alunos terão instruções sobre como a empatia é crucial para o exercício da cidadania, bem prover recursos para alimentação e vestimentas aos indivíduos que residem nas avenidas e rodovias. Por outro lado, o Ministério da Saúde, em parcerias com as Redes de Televisões, precisa realizar campanhas de amor ao próximo, principalmente para as camadas mais desfavorecidas, com o objetivo de despertar o interesse solidário e de ajuda entre os cidadãos, assim, proporcionará sumo bem-estar e dignidade humana. Destarte, a sociedade desfrutará da igualdade de direitos garantidos conforme a Carta Magna.