A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 09/09/2020

Na obra “A República” do filósofo e matemático Platão, é retratada uma cidade perfeita, em que o corpo social padroniza-se pela ausência de  problemas sociais. Entretanto, no cenário atual, observa-se justamento o contrário, tendo em vista a população em situação de rua no Brasil, em virtude  da ausência de debates nas escolas e do preconceito.

Primeiramente, segundo Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a “asas ou gaiolas”, haja vista que podem proporcionar voos ou condições de alienação. Nesse sentido, constata-se a falta de orientação pedagógica sobre a necessidade de erradicar a situação de rua no Brasil, bem como poucos debates e palestras acerca desse problema, são fatores que, infelizmente, contribuem para a persistência do entrave. Dessa forma, enquanto as instituições de ensino representarem “gaiolas”, o Brasil será obrigado a conviver nesse fatídico cenário.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o preconceito  da sociedade que ainda é agente ativo na segregação dos indivíduos moradores de rua frente à sociedade. Um exemplo disso é a difícil introdução dos cidadãos que residem no espaço público no mercado de trabalho devido à intolerância inerente à sociedade brasileira. Seguindo essa linha de raciocínio, o historiador Nicolau Maquiavel sustenta a ideia de que os preconceitos tem mais raízes do que princípios. Assim, uma mudança nos valores sociais é imprescindível para transpor as barreiras  à  construção de uma sociedade mais inclusiva.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Cidadania deve propor a implementação de simpósios e palestras em toda rede educacional brasileira acerca da necessidade de erradicar a situação de rua, afim de que as escolas possam proporcionar “voos” aos seus alunos. No mais, a difusão de valores mais inclusivos deverá ser fomentada por meio de “outdoors” informativos, que serão espalhados por todo território nacional. Espera-se que, com essas medidas, o Brasil torne-se um país mais inclusivo e consciente.