A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 21/09/2020
Desde o Iluminismo, entende -se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a população em situação de rua, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsicamente ligada à realidade do país, seja pela causa social intrínseca ao problema, seja pelas consequências coletivas. Nesse sentido, convém uma análise das principais consequências de tal postura negligente.
Em primeira análise, vale ressaltar que, apesar da Constituição de 1988 afirmar que todos os brasileiros devem ter direitos iguais, a realidade se mostra diferente, visto que a disparidade entre os indivíduos na sociedade é notável. A parcela da população mais vulnerável está em constante risco, no que se trata dos aspectos econômicos do país. Dessa forma, qualquer crise em que há o aumento do desemprego é um desafio para aqueles desamparados pelo Estado. Com o aumento do desemprego, há o consequente aumento no número de desabrigados, esses, por sua vez, perdem suas casas, não conseguem mais sustentar sua família e acabam sem um teto sobre suas cabeças.
Em segunda análise, é cabível salientar que, a tendência do corpo social em discriminar ou fechar os olhos para aqueles em uma situação de desamparo é um grande obstáculo na busca da melhoria de vida dessas pessoas. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa -se que as pessoas em situação de rua são inferiorizadas pela sociedade no geral, que age como se aquele ser humano não merecesse direitos, ou prefere ignorá-los apenas para não se sentirem culpados em relação a eles. Em vista disso, a criação de um estigma em torno dos desabrigados os tornam menos humanos perante uma comunidade tão discriminatória.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para reverter a situação.. Destarte, para resolver essa problemática é necessário que o Governo Federal por meio do Ministério da Economia, em tempos de crise econômica, lidere projetos, o qual visem o estimulo a contrafação de trabalhadores e o consumo da população aquecendo a economia, com o objetivo de criar condições para a queda no desemprego através da combinação entre investimentos privados e públicos. Ademais, cabe ao Ministério da Cidadania promover a criação de centros que sejam voltados a ajudar aqueles que passam por necessidades nas ruas, tanto com auxílio psicológico como com alimentação e contato com a família. Dessa forma, espera-se que a sociedade progrida se mobilizando com o problema do outro, como defendeu o Iluminismo.