A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 21/09/2020
Desde os tempos coloniais a sociedade brasileira é dividida com base nas riquezas, em que os mais ricos obtinham maiores privilégios, como alimentação, moradia, entre outros, e os mais pobres viviam sob o domínio daqueles que detinham tantos bens. Contudo, mesmo após anos, a realidade vivenciada por muitos indivíduos ainda se baseia em tais relações históricas, uma vez que as melhores oportunidades são dispostas apenas para aqueles que possuem recursos para isso. Dessa forma, nota-se que o cenário das desigualdades sociais tem se acentuado o que ocasiona impasses na estrutura social, principalmente, quanto a população em situação de rua.
Em primeiro plano, é válido analisar a fala da filósofa Simone de Beauvoir, que dizia que o homem é livre, mas encontra a lei na própria liberdade. Assim, é notório que mesmo dispondo de autonomia para realizar as próprias escolhas, o indivíduo se torna refém das leis impostas por quem está no poder, o que gera uma limitação de acordo com a realidade vivenciada. Ademais, as oportunidades com relação ao mercado de trabalho exigem uma capacitação qualificada para a ocupação dos melhores cargos. Desse modo, os que não desfrutam de boa educação escolar permanecem nos índices dos desempregados e são obrigados a buscarem outras alternativas para o sustento, o que pode gerar o surgimento de vícios, criminalidade, entre outros.
Em consequência disso, a situação da população que vive nas ruas tem sido agravada. A falta de representatividade com relação aos governantes se torna eminente, uma vez que tais autoridades governam para a classe rica e contribuem para que a pobreza continue existindo. Outrossim, devido a negligência quanto aos investimentos na educação pública do país, muitos jovens crescem presos a vícios e a criminalidade, pois não há chances igualitárias a todos. Dessa forma, nota-se que as disparidades sociais vivenciadas promovem o agravamento de impasses, em que os moradores de rua ficam a mercê da realidade precária e da violência.
Portanto, medidas são necessárias para minimizar o problema. O Ministério da Educação (MEC) deve implantar nas escolas projetos sociais destinados aos alunos e familiares. Dessa maneira, ações que incluam danças, esportes, teatro, leitura, entre outros, devem receber investimentos e ser ministradas por professores durante o período de aula como forma de aprendizado e capacitação. Assim, espera-se que os jovens se envolvam com o meio estudantil mudando o pensamento para fazer escolhas e enfrentar os limites existentes dentro da realidade de cada indivíduo.