A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

Hoje, debate-se sobre as diversas formas de representação das desigualdades sociais e seus desdobramentos na sociedade verde-amarela. Por esse caminho, a camada em maior vulnerabilidade social, a qual situa-se nas mais diversas ruas e avenidas, sofre com as mazelas ofertadas pela sociedade, como a exclusão e invisibilidade social desses indivíduos, bem como a atuação de substâncias alcoólicas e psicotrópicas. Portanto, esses problemas, que se tornaram entraves sociais, precisam de um olhar crítico, a fim de serem solucionadas.

Em primeiro plano, a população em situação de rua não é mais tratada como parte integrante da sociedade, e sim como uma parcela isolada. Assim, volta-se ao período da República Velha, em que os direitos humanos e civis e suas aplicações eram voltados para os detentores dos poderes público e financeiro, não sendo, então, uma característica inerente à população como um todo. Entretanto, diferentemente do Período Café com Leite, em que, pelo voto de Cabresto, o plebeu tomava suas decisões baseadas nas do seu coronel, nos dias hodiernos não se vê nenhuma preocupação moral e ética com os indivíduos em situação de rua, os quais são, por vezes, temidos. Logo, o Governo Federal precisa intensificar as medidas cidadãs sobre essa fatia populacional.

Outrossim, é necessário analisar como os insumos alcoólicos e agentes ilícitos influenciam na perpetuação da atual situação desses habitantes. Dessa forma, de acordo com a Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a cada 10 pessoas que vão às ruas como forma de moradia, 4 delas a fazem pelo vício irremediável por bebidas com altos teores de álcool e drogas causadoras de deturpações mentais. Dessarte, é provado que essas ações configuram-se como um meio de escapismo à realidade, pois, assolados e invisíveis, procuram um meio de fuga contra os estereótipos vividos e criados pela população acerca desses. Sendo assim, é preciso que haja um centro de assistência para esses.

Destarte, é imprescindível que o Estado aja em prol da resolução das problemáticas supracitadas para o bem coletivo. Dessa maneira, o Governo Federal, aliado à Organizações não Governamentais (ONG’s), deve criar uma rede nacional, vertente do Sistema Único de Saúde (SUS), provedora de assistências jurídica, trabalhista, sanitária e psicológica, com palestras e cursos profissionalizantes, como também a possibilidade da retomada dos estudos incompletos. Por fim, alcançar-se-á uma plena e completa inserção, à sociedade, dos indivíduos em vulnerabilidade, assim como o verdadeiro exercícios de seus direitos fundamentais.