A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 21/09/2020
“Eu existo” é uma coletânea de depoimentos feitos com a população de rua apoiado pelo CMDH que, entre outras coisas, relatam o sentimento de não serem reconhecidos como pessoas, a sensação de invisibilidade. De acordo com o IPEA, por conta da crise socioeconômica ao passar dos últimos 5 anos estima-se que mais de 100 mil pessoas (um aumento de 15 a 17 por cento) estejam na mesma condição no Brasil.
Esses indivíduos são reconhecidos cidadãos, como dito na constituição brasileira, mas não é oferecido a igualdade e o brio, de modo escrito na política nacional para a população em situação de rua, onde o governo federal se responsabiliza de forma total por moradia, alimentação, dignidade e segurança, e se necessário o envio para assistência social, isso na teoria. É dever dos Estados executar o que foi posto pelo programa, mas é visto com clareza a negligência e ineficiência pelos líderes mesmo com a política nacional.
Ainda convém lembrar que existem diversos culpados pelo aumento de pessoas nas ruas, sem dúvida que a crise aumentou a taxa de desemprego e deixando inúmeras pessoas sem condição de sobreviverem em meio as novas necessidades. O empobrecimento do Estado não fica para trás, é o maior cúmplice desse aumento, o fato de diversos Estados não possuírem capital suficiente, a estrutura de assistência social à população de rua se desmancha cada vez mais, por isso, clínicas psiquiátricas, acolhimento e os abrigos dos que necessitam tem piorado, aumentando a população nas ruas.
O Ministério dos Direitos Humanos tem o dever de intervir, é necessário que sejam criadas campanhas midiáticas com temas atuais, como os direitos da população em situação de rua, as diversas formas de agressão (verbal e física) em que são alvos, e o incentivo ao trabalho voluntário e a assistência, por meio de ONGs, onde devem ser oferecido apoio político, social, jurídico e até profissional, sempre na tentativa de reinseri-los no mercado de trabalho e na sociedade.