A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 21/09/2020

Mazelas silenciosas do Brasil

Durante os séculos XIX e XX, o país viveu o auge de seu período de industrialização. Houve, nessa época, um êxodo rural e grande quantidade da população migrou para as cidades em busca de melhores oportunidades. No entanto, esse processo não foi organizado e não contou com nenhum planejamento de distribuição populacional. Como resultado,  favelas e  indivíduos em situação de rua.

A princípio, não se pode esquecer que, dentre as razões de ida às ruas, existe um problema de saúde pública. Nesse sentido, segundo uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social, 35,5% dos moradores de rua têm problema com álcool e drogas. Sob essa perspectiva, tendo em mente que o direito à saúde é expresso na Constituição Federal, o Estado não pode negar o problema.

Somado a isso, ainda de acordo com a pesquisa citada, 48,1% da população que não tem moradia possui apenas primeiro grau completo. Esse dado expõe uma grave falha na formação escolar dos brasileiros, e é um dos motivos do porquê a maioria dos moradores de rua é desempregada ou permanece na informalidade, pois se não tem estudo, não tem oportunidade de inserção no mercado de trabalho.

Com tais fatos, é correto que se busque mudança.  Cabe ao Ministério da Saúde providenciar um projeto social que ajude essa população. Isso pode ser feito por meio da organização de mutirões de médicos e enfermeiros, os quais irão às ruas analisar as condições físicas dos moradores, oferecer tratamento a eles e encaminhá-los para clínicas de reabilitação públicas. Ademais, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial deve promover cursos gratuitos profissionalizante, mediante linguagem de fácil entendimento e conhecimentos práticos.