A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. A população em situação de rua no Brasil reflete essa sociedade essa realidade, uma vez que persiste influenciada pela ascensão da exclusão social por causa do capitalismo, além da falta de recursos, como higiene, alimentação e moradia, que são entregues pela assistência governamental.

Antes de tudo, é necessário lembrar que apenas em São Paulo existem 15.905 pessoas que vivem nas ruas, assim afirma a Fundação de Pesquisas Econômicas. A ação do Governo se torna necessária a partir do momento em que o 3° artigo da Constituição diz que o Governo deve erradicar a pobreza, a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

Devido ao crescimento do capitalismo, a diferença de classes passou a se distanciar com o passar do tempo, visto que muitos estão nas ruas devido a falta de dinheiro por causa do consumo de álcool e drogas, tanto como pela falência. E segundo a teoria de Charles Darwin, as espécies mudam gradualmente por meio da seleção natural; Essa é a desculpa usada pelas classes altas para ignorar a existência dos moradores de rua e por isso, se tornou algo cotidiano e comum para a maior parte da população.

Diante dos fatos mencionados, é mister que o Governo Federal deve criar programas de abrigo social, que por meio de higiene, moradia, saúde e alimentação atendam as necessidades dos que vivem nas ruas. Assim como é necessário criar programas que ofertem empregos para auxiliar na independência deles. As escolas, em conjunto com a mídia, devem criar programas de inserção social e palestras que divulguem sobre a situação deles e que incentivem a coletividade na sociedade. Espera-se, com isso, que o Brasil possa se tornar um lugar onde os moradores de rua possam ter um espaço na sociedade e não exista a exclusão social.