A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

O sociólogo britânico Thomas H. Marshall define uma minoria como um grupo social que não tem pleno acesso aos direitos civis, sociais e políticos. Fica evidente, então, que as pessoas em situação de rua no Brasil se enquadram exatamente nessa descrição, sendo privadas de alimentação, moradia, saúde e dignidade. Assim, fica claro não só o descaso governamental quanto a esse grupo, como também a invisibilidade perante a sociedade.

Dentre os inúmeros motivos que levam um cidadão a uma situação de rua, é incontestável que os mais notáveis são o uso de álcool/drogas e o desemprego, que representam 35,5% e 29,8%, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social. Assim, as constantes crises econômicas vividas pelo país aumentam as taxas de desemprego e, consequentemente, o número de pessoas vivendo nas ruas. Destarte, o consumo de substâncias ilícitas se torna um escapismo, em que o indivíduo tenta fugir dessa realidade, porém acaba se perdendo ainda mais.

Finalmente no que diz respeito a invisibilidade social, essa população vulnerável é muitas vezes vista como inferior, o que acaba gerando muitos preconceitos em relação a essa classe. Essa desumanização dos indivíduos acaba gerando diversas consequências, como a dificuldade de acesso a direitos básicos, por exemplo segurança e alimentação, ou mesmo a falta de adesão do povo a essa causa, já que o desinteresse e a falta de empatia distanciam cada vez mais os brasileiros da luta pelo direito à moradia digna para essas pessoas.

Em virtudes dos fatos mencionados, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve desenvolver campanhas midiáticas, abordando os direitos da população de rua e como as pessoas podem ajudar, para incentivar o trabalho voluntário, visando maiores doações de bens e mantimentos. Cabe também ao Ministério da Saúde desenvolver campanhas de combate as drogas, oferecendo tratamento e acolhimento a essas pessoas, para que se possa então melhorar a vida dessas minorias.