A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 22/09/2020
A presença de pessoas que fazem das ruas das metrópoles contemporâneas sua moradia é uma triste realidade no país. Na primeira metade do século XX esse fenômeno foi intensificado no Brasil com o êxodo rural e com o processo migratório. Conforme os dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em 2009, as previsões atuais indicam que a maioria das pessoas em situação de rua são originárias das áreas urbanas, juntamente com o reassentamento do campo para a cidade não é mais uma realidade comum.
Nos últimos anos, o número de pessoas desabrigadas vem aumentando, e não só nas grandes metrópoles. A pesquisa realizada pelo MDS, entre os anos 2007 e 2008, contou com 71 cidades brasileiras com a população superior a 300 mil habitantes, exceto as cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife, e obtiveram como resultado 31.722 pessoas em situação de rua nessas cidades. Entretanto esses números não explicam a realidade do Brasil, visto que em cidades com menos de 300.000 habitantes, também há desabrigados, o crescimento dessa população poucas políticas públicas são desenvolvidas para solucionar tal problema.
A população em situação de rua é um grupo que sofre uma série de violações de direitos, exclusão, falta de saneamento básico e higiene e desligamento nas seguintes áreas: sociedade, família, trabalho, cultura, são indivíduos considerados desnecessários que convive com os diversos estereótipos marcados pela discriminação e preconceito. Obviamente, a vida na rua não é fácil. No entanto, ao contrário da crença popular, a maioria dos moradores de rua são trabalhadores, embora façam parte da chamada “economia informal” , na qual não há emprego fixo e contratos formais, grande parte deles (70,9 %) exerce atividade remunerada, como por exemplo, “flanelinha” (14,1%), “pedreiros” (6,3%), etc.
Assim, visto que os moradores de rua às vezes são tratados com simpatia e às vezes com repressão, descaso e violência, a falta de interesse do Estado afeta diretamente o comportamento social. Nesse sentido, políticas devem ser formuladas para atuar na causa raiz do problema, não só no serviço de distribuição de alimento e outros fins, mas também para dá dignidade a todos os moradores. Além disso, oferecer moradias temporárias e condicionais, concebe ainda assistência social para ajudá-los em questões como vícios em drogas e desemprego, abrindo abrigos municipais, há ainda o problema do abandono pela família, que deve por sua vez deve ser localizada e responsabilizada criminalmente pela situação.