A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

Com o aumento da taxa de desemprego no Brasil, pode-se observar um aumento significativo do número da população em situação de rua no país. Consoante a psicóloga Emilia Broide, “Ninguém nasceu morador de rua. O aumento dessa população é reflexo da crise econômica", e, de fato, o desemprego impulsiona esse crescimento. De acordo com dados atualizados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Brasil possui cerca de 222 mil pessoas em situação de rua, o que demonstra falhas no plano econômico do país e falta de projetos de auxílio à esse grupo.

Nesse sentido, é possível destacar que nos últimos 5 anos, o número de pessoas em situação de rua aumentou mais de 15%, e, tende a aumentar ainda mais durante a pandemia da Covid-19, pela crise econômica existente no país. Tendo em vista o cotidiano precário vivido por essas pessoas, infelizmente isso acaba levando-as a não exercerem seus direitos básicos como moradia, alimentação, saúde, segurança e educação. Com essa falta de recursos básicos, suas (re)inserções no mercado de trabalho e na sociedade ficam ainda mais difíceis.

No entanto, projetos já foram criados para solucionar tal problemática, um deles é o DECRETO Nº 7.053 DE 23 DE DEZEMBRO DE 2009, que apresentava a finalidade de auxiliar e apoiar as pessoas que vivem nas ruas. Contudo, mesmo tendo sido decretado, esse projeto não se efetivou e esse grupo social fragilizado ainda se encontra cercado de preconceitos, negligências e necessidades básicas ignoradas pelo Estado.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério dos Direitos Humanos e a Secretaria Nacional de Assistência Social criem políticas públicas, através de investimentos governamentais e parcerias com empresas, que apresentem o fito de auxiliar a população em situação de rua a se inserir no mercado de trabalho, oferecendo de vagas em cursos profissionalizantes e capacitações. Além disso, a disponibilização de abrigos que acolham e forneçam alimentação e higiene também é importante para garantir dignidade, qualidade de vida e direitos básicos.