A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Dentre suas concepções, o filósofo grego Platão acreditava que onde não há igualdade, as relações sociais não imperam. Diante disso, fica clara a importância de discutir acerca da população em situação de rua, um desafio agravado pelos elevados índices de desemprego e a constante desigualdade social. Tal fato reflete uma realidade difícil e extremamente preocupante no que diz respeito aos seus efeitos sobre o país.
Perante o supracitado, segundo a teoria do Determinismo do crítico francês Hippolyte Taine, o homem é produto do meio em que vive. Assim, nota-se que um dos principais motivos de os indivíduos se mudarem para as ruas é a falta de empregos disponíveis. Nessa porção da população existe a forte necessidade de se obter renda para o sustento próprio e de suas famílias, logo, por não ter capital não podem proporcionar uma vida decente aos familiares. Os ambientes habitados por eles, geralmente são totalmente insalubres sob falta de comida. A miséria gera a falta de estudo e, consequentemente, a falta de oportunidades. Por isso, os mesmos aceitam uma forma rápida de lucrar, o crime. Elevando as taxas de criminalidade, criando mais um problema social além da pobreza.
Defronte essa máxima, o roteirista alemão Ronny Schalk retrata, na série Dark, a errônea atitude dos humanos praticada ao pensarem que são seus próprios deuses, detentores de toda a razão priorizando seus interesses individuais quando, na verdade, são apenas uma pequena fração num vasto universo. Portanto, a má distribuição da renda faz brotar na mente dos mais ricos o sentimento de superioridade e a ideia de uma sociedade separada em classes sociais baseada em hierarquia. Juntamente com esse fator, o preconceito enraizado na sociedade aflora. As classes mais altas enxergam as pessoas que vivem à margem da sociedade como indigentes por sua falta de escolaridade e renda nula e, por isso, os seus direitos não são assegurados.
Diante do exposto, fica evidente que para combater a situação de rua dos indivíduos é necessário adotar medidas. Dessa forma, cabe ao Poder Executivo, órgão incumbido de administrar os setores sociais, em parceria com as mídias denunciadoras, como SBT, Record e Globo, promover ações comunitárias em prol dos moradores de rua, por meio da construção de núcleos de apoio à família e ao indivíduo com a presença de moradias temporárias, cursos profissionalizantes, assistência médica e psicológica auxiliando na reintegração dos mesmos em sociedade, no intuito de tornar nulo os números de pessoas às margens da sociedade e acabar com qualquer grilhão que prenda o ser numa vida injusta e sem direitos. Dessa maneira, convertendo o preconceito em benevolência e altruísmo, alcançar-se-á uma sociedade de boa índole reconhecendo seu real papel diante do vasto universo.