A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

No contexto social vigente, é possível notar a existência de pessoas em situação de rua no Brasil, por vários motivos, como drogas, problemas familiares, entre outros. Embora a Constituição Federal de 1988 garanta a todos os brasileiros o direito de moradia e bem-estar social, esses indivíduos continuam sem ter um teto. Tal problema mostra como o governo está sendo negligente com os moradores de rua, algo que deve mudar, tendo em vista o fato de que seus direitos estão sendo completamente ignorados.

Segundo o Ministério da Cidadania, essa parcela da população  sem- teto é definida como um grupo populacional heterogêneo, composto por indivíduos com diferentes realidades, mas que tem em comum a condição de pobreza absoluta, sendo compelidas a morar nas ruas. Ademais, essas pessoas são assoladas com a insalubridade das cidades, como o excesso de lixo e a falta de saneamento básico. Consequentemente, elas acabam sendo alvo de várias doenças transmitidas por pragas urbanas, por exemplo, a dengue e a peste bubônica.

Conforme foi apurado pela Fundação de Pesquisas Econômicas, existem cerca de 15 mil pessoas em situação de rua no estado de São Paulo. Do mesmo modo, esse número tende a crescer, tendo em vista o constante crescimento do capitalismo, aumentando cada vez mais a desigualdade social no país. Segundo o filósofo Aristóteles, os desiguais devem ser tratados na medida de sua desigualdade, ou seja, cada cidadão deve receber o que lhe é devido, para que haja equidade.

Diante do exposto, é mister que as pessoas em situação de rua no Brasil recebam atenção e tenham seus direitos respeitados. Portanto, o Ministério da Cidadania deve utilizar a verba pública para investir em espaços que abriguem esses indivíduos e os capacitem para conseguir empregos. Desse modo, essa parcela da população poderá ser ressocializada, tendo seus direitos previstos na Constituição Federal respeitados pelo governo.