A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Desde a Revolução Industrial, o capitalismo se tornou cada vez mais parte da sociedade, o seu avanço causou inúmeras mudanças, uma delas foi a situação econômica e social de muitos indivíduos. Pode-se afirmar que o surgimento da população em situação de rua é um dos reflexos da exclusão social, que a cada dia atinge e prejudica uma quantidade maior de pessoas que não se enquadram no atual modelo econômico, o qual exige do trabalhador uma qualificação profissional, embora essa seja inacessível à maioria da população.
A última pesquisa feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social sobre o assunto foi em 2008, e nela mais de 32 mil pessoas em situação de rua no Brasil. Mas os números não elucidam a realidade brasileira em termos de população de rua na sua totalidade, pois por exemplo, na cidade do Rio de Janeiro aparece com 4,5 mil pessoas em situação de rua em 2007, mas a estimativa é que haja atualmente mais de 14 mil pessoas dormindo nas ruas da cidade – teve um aumento maior que 140% nos últimos três anos. A situação na qual esses indivíduos se encontram, passa facilmente de temporária para permanente no país, afinal cerca de 48%, está há mais de dois anos dormindo nas ruas ou em albergues. Além disso, um terço da população total está nessa condição há 5 anos. E ao contrário do que uma enorme parte da população brasileira pensa, grande parte dos moradores de rua trabalham. Mais de 70%, exerce uma atividade com remuneração e 58,6% afirma exercer alguma profissão, mesmo não tendo uma contratação oficial e carteira assinada.
As poucas políticas públicas visando o atendimento desse grupo são ineficazes, fazendo com que ao longo da história os trabalhos das Organizações Não Governamentais (ONG’s) e das Instituições Religiosas tenham se destacado mais. Mas as medidas adotadas por essas organizações são insuficientes, pois são meios superficiais e geralmente não atacam a raiz do problema, apenas tentam suprir as necessidades básicas de sobrevivência. Desse modo, é possível ver que o desinteresse do Estado pelas pessoas que se encontram nesta situação influencia completamente no comportamento da sociedade perante essas pessoas, sendo que os moradores de rua são tratados ora com compaixão - e na maioria das vezes - ora com repressão, preconceito, indiferença e violência.
Portanto, é de extrema necessidade que o Governo Federal, em parceria com a Secretaria Nacional de Assistência Social, deve criar programas que promovam a reinserção desses indivíduos na sociedade, por meio de ações que garantam a moradia, alimentação, saúde, higiene e a proteção para os mesmos. Além disso é importante a divulgação de campanhas que incentivem a ajuda ao próximo, para que dessa forma seja possível diminuir gradativamente esse problema social no país.