A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Tido como louco, o ufanista protagonista de “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, obra pré-modernista de Lima Barreta, tem importante legado à sociedade brasileira: é com cidadania que se resolvem as mazelas do país. Assim, é preciso entender que o número de pessoas advindas das áreas rurais, além daquelas de cidades interioranas para as grandes metrópoles em busca de melhores condições de vida, acarretará o inchaço urbano. Logo, o déficit habitacional ainda é uma problemática presente em diversos países, como no Brasil.
Primeiramente, é notório que uma das ligações e motivos desses indivíduos procurarem as ruas são os problemas com álcool, drogas, desempregos ou desavenças com parentes. Todavia, como defende o patrono da educação brasileira, Paulo Freire, “ninguém liberta ninguém, as pessoas se libertam em comunhão.” Ou seja, mesmo que as instituições sejam arcaicas e conteudistas, para superar esse impasse em acesso, elas são a melhor ferramenta social. Entretanto, pesquisas feitas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, 70,9% dos desabrigados exercem uma profissão remunerada para ter alguma forma de ganhar dinheiro, dente estes trabalhos a principal atividade é catador de lixo.
Por conseguinte, despreparados e, não raro, ignorantes, os cidadãos tupiniquins se prostram inoperantes frente a impossibilidade do acesso à rede. Afinal, em consonância a Oscar Wilde, “a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou uma nação.” Porém, o que se observa é um povo desconhecedor de seus direitos - a até deveres. Logo, a cultura do comodismo e passividade persevera neste país. Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente.
Dessa maneira, é dever da mídia, grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião destacar a atual situação da população de rua para a sociedade, com o intuito de reduzir a esterilização e o silêncio em relação ao assunto e também informar sobre os riscos e danos que esses indivíduos enfrentam constantemente. O Governo por sua vez, deve organizar projetos como os de reabilitação de álcool ou drogas, de modo que a vistoria seja bem preparada e rígida para enfrentar qualquer tipo de situação. Somente assim será possível trilhar novos caminhos, superando todo e qualquer esgotamento.