A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

O personagem criado por Machado de Assis, em seu livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, relata que não teve filhos pois não queria transmitir o legado da miséria humana. Simultaneamente, tal pensamento reflete-se na forma perversa que a população em situação de rua é atualmente tratada no Brasil, enfrentando problemas como a negação de seus direitos naturais e a escassez de políticas publicas.

Primeiramente, vale ressaltar, que o Governo é omisso aos problemas sociais, visando apenas o que lhe pode trazer ganhos, sem se importar com o bem-estar das pessoas. Embora, exista ações de ajuda aos moradores de rua, onde é feito o trabalho de tira-los dessa vida, é insuficiente para atender a todos e depois, eles não têm como continuar por conta própria, por falta de uma casa, um trabalho, fator este, que demonstra uma grave falha no planejamento de ressocialização, o tornando ineficaz.

Do mesmo modo, é indiscutível que as escolas também tem sua parcela de culpa. Todavia, ainda faltam medidas efetivas por parte das autoridades competentes para que essa conduta seja alterada. Nessa esteira, conforme o pensamento de Nelson Mandela, “de que apenas a educação é capaz de mudar o mundo”, encontra-se deturpado no Brasil, à medida que os investimentos para a educação só decrescem, segundo o jornal Data Folha.

Portanto, é necessário minimizar essa mazela que ainda atinge milhares de pessoas no país. Desse modo, cabe não somente ao poder público, mas a toda sociedade civil, empresas, igrejas, associações firmarem parcerias que implementem, efetivamente, políticas públicas para resgatar os moradores de rua dessa condição subumana. Tal medida deve restabelecer o mínimo possível para uma vida digna de sobrevivência dando-lhes moradia, alimentação, segurança, educação e saúde. Feito isso, será dado um grande salto na diminuição da desigualdade social no país.