A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração dos Direitos Humanos assegura a todo cidadão o direito à vida, à liberdade e ao bem-estar social. Entretanto, nos últimos anos vem aumentado o número de pessoas morando nas ruas. Paralelamente, cabe ressaltar a forma em que essas pessoas são tratadas, enfrentando problemas como o preconceito enraizado da sociedade e a falta de políticas públicas que possam ajudá-las.
Em primeiro plano, convém analisar o motivo do aumento de número moradores de rua no Brasil. De acordo com uma pesquisa feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, cerca de 75% das razões para a ida à rua foram por causa de problemas relacionados a álcool, drogas e desemprego. Outrossim, a insuficiência de programas sociais que possam ajudar essas pessoas nas ruas é mais uma das dificuldades enfrentadas por elas. De acordo com o CadÚnico, apenas 47% da população de rua estimada estava cadastrada.
Além disso, é de conhecimento geral que a taxa de discriminação com moradores de rua no Brasil é altíssima. Constantemente, eles são descritos como “invisíveis” pelas pessoas e, em sua maioria, são rotulados como criminosos. A sociedade então acaba fechando os olhos para este público, fazendo com que as oportunidade para uma reinserção no mercado de trabalho sejam mínimas.
Portanto, medidas são necessárias para reverter esse cenário. Cabe ao Governo Federal, em conjunto com os estados, ONGs e autoridades competentes, realizarem o cadastro de todas as pessoas que estão morando nas ruas no CadÚnico, com o fito de aumentar o acesso dessas pessoas à programas sociais; ademais, realizar uma PPP’s (parceria público-privada) para construir novas moradias em diversas cidades para essas pessoas, aproveitando também construções abandonadas para que o custo não seja alto, com o objetivo de diminuir o número de moradores de rua e aumentar significativamente a qualidade de vida deles.