A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Na trama “Verdades Secretas” o autor Walcyr Carrasco expõe o destino da personagem Larissa, modelo veterana que já estava na idade de se aposentar, mas não podia parar, pois sustentava a sua família. As dificuldades enfrentadas na profissão a levaram a entrar cada vez mais a fundo no consumo de drogas, até passar a viver na Cracolândia, perdendo toda a sua dignidade. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão da população em situação de rua no Brasil. Nesse contexto, tornam-se evidentes como causas dessa problemática o desemprego, além da compulsão por álcool ou drogas.
Nesse contexto, é preciso ressaltar que o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), afirma que em todo o Brasil, cerca de 101 mil pessoas vivem nas ruas e grande parte deles encontram-se em cidades grandes e capitais. Esse número vem crescendo nos últimos anos, impulsionado pelo aumento do desemprego, que atinge cerca de 13,7 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E com a crise do país, é possível que o número de pessoas desabrigadas em várias cidades brasileiras seja bem maior. Dessa maneira, surgem vários impasses, como a falta de saúde, higiene, gera fome e violência. Esses dados mostram a dificuldade de controlar o aumento de moradores de rua em uma situação nada favorável que se encontra a economia nacional atualmente.
Além disso, outra grave entrave apontada pela População em Situação de Rua (PSR), única pesquisa nacional censitária realizada em 2007 pelo governo, o principal motivo pelos quais essas pessoas passaram a viver e morar nas ruas, eram problemas associados ao alcoolismo e drogas, correspondendo a 35,5%. Em 2010, a Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (FIPE), realizou uma pesquisa sobre o perfil socioeconômico da área central da cidade de São Paulo. O estudo entrevistou 526 pessoas, na faixa etária entre 18 e 30 anos, o consumo de álcool e outras drogas foi de 47,7%; na faixa etária entre 31 e 49 anos, foi de 26,1%. A pesquisa ainda mostrou que quase metade dessa população nunca esteve internada em nenhuma instituição, 26,8% já esteve em alguma espécie de casa de detenção e 25,1%, em centros de recuperação para dependentes químicos.
A fim de solucionar essa problemática, é necessário a mobilização de determinados agentes implicados na questão da população em situação de rua no Brasil. Portanto, cabe ao Governo Federal e as prefeituras, criar abrigos para alojar essas pessoas e ter acesso ao básico para a saúde e bem estar-deles como, higiene, local adequado para dormir e se alimentarem. Como resultado dessa perspectiva, esses indivíduos poderão ter melhores condições físicas e mentais e aptos para o mercado