A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

Na segunda metade do século 20, iniciou-se o processo de industrialização do Brasil e, com ele, novas fases surgiram na população, uma delas foi a desvalorização dos trabalhadores devido à introdução das máquinas no ambiente de trabalho. Algumas pessoas ainda conseguem manter um emprego estável mas outras vivem em ruas desfavoráveis. Essa realidade ainda existente tem os seguintes fatores: não cumprimento dos fundamentos constitucionais básicos e falta de simpatia pela sociedade nesse contexto.

Assim como os portugueses discriminaram africanos e índios durante o período colonial, o isolamento dos sem-teto hoje é considerado inferior. Além disso, vivem em situação de instabilidade, sem condições básicas e de saúde adequadas, 35,5% tem problemas com álcool e drogas, o que dificulta o atendimento e traz consequências graves, como a esquizofrenia, ansiedade e depressão. Além disso, estima-se que 27,5% atuem como catadores de lixo, portanto a renda é instável, dificultando a reconstrução sozinha.

É importante notar que a escassez de empregos se deve ao fato de não terem concluído o ensino fundamental. Segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 48,4% dos moradores de rua em todo o país possuem ensino fundamental incompleto, enquanto 15,1% nunca estudaram.

Portanto, é preciso tomar medidas para superar o impasse. O Ministério dos Direitos Humanos deve estimular projetos sociais de atendimento psicológico para promover a retirada dessas pessoas das ruas e colocá-las em abrigos de apoio e, no futuro, para reinserção no mercado de trabalho. Por fim, é importante que haja uma combinação de poderes para que a imagem do morador de rua seja prejudicada por ele ser impotente e inútil, pois na maioria das vezes, ele simplesmente não tem as informações e ajuda necessárias, e é possível caminhar devagar para um dia ter sucesso neste assunto.