A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

No filme “Viver sem Endereço”, Tahir e Hannah são dois moradores de rua da cidade de New York que se conhecem, se apaixonam e têm suas vidas rodeadas por desespero, perigo e incertezas, procurando se fortalecer um no outro para tentarem dar início a uma vida melhor. Sob esse aspecto, é possível afirmar que a obra transmite como é de fato a vida dos mendigos e que essa é, infelizmente, a realidade de muitas pessoas atualmente, não só no Brasil, mas no mundo todo.

Dessa forma, torna-se imprescindível a discussão acerca de tal tema, dado que revela o quão precária é a situação de uma parcela significativa da sociedade. Dito isso, vale ressaltar inicialmente, que um dos principais fatores responsáveis pela existência dessa deplorável situação é a desigualdade social, que acomete principalmente os negros. Sabe-se que na história da nação brasileira, eles foram muito explorados, visto que a escravidão durou cerca de 400 anos e, por esse motivo, eles são afetados até hoje. Assim, estabelecendo-se uma relação com dados divulgados pelo site do Senado Federal, é possível perceber que mais de 60% das pessoas que se encontram em situação de rua apresentam tal coloração de pele, o que confirma a relevância desse fato.

Além disso, convém mencionar que a condição desses sem-teto é tão agravante porque a população e o governo, em grande maioria, não se comprometem em ajudá-los, fazendo-os esquecer até mesmo que fazem parte da nossa sociedade. Eles passam frio, fome e não têm acesso à saneamento básico e é devido a esses fatores que eles também são mais suscetíveis a contrair doenças, além de morrerem mais rápido por não terem acesso a remédios.

Por conseguinte, verifica-se a necessidade de uma intervenção imediata na vida dos moradores de rua, a fim de que estes tenham condições melhores e passem a viver e ser tratados como cidadãos de verdade. Para que isso aconteça, é necessário que o governo elabore projetos como o “Minha Casa Minha Vida” para o fornecimento de lares a essas pobres pessoas e organize “sopões” para que elas não passem fome. Ademais, ele deve, além de abrigo, oferecer emprego para que eles possam se sustentar e ser independentes, não dependendo do auxílio do governo.