A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

É de fundamental importância para a compreensão de todos que a situação dos moradores de rua no Brasil ainda é um problema atual e intenso na sociedade e está diretamente ligada a desigualdade social. De acordo com a constituição, uma sociedade justa é aquela em que seus cidadãos são tratados de forma igualitária e com a garantia dos direitos básicos. Entretanto, no decorrer dos anos com a urbanização da sociedade e o surgimento da propriedade privada, é possível notar que isso gerou grandes fronteiras que acabaram permitindo o aumento da desigualdade entre as pessoas.

Em primeiro lugar, constata-se que os moradores de rua formam um grupo heterogêneo, isto é, indivíduos que possuem diferentes vivências, grau de escolaridade, faixa etária e que estão nessa situação pelas mais variadas circunstâncias. Entre as pessoas sem moradia na sua grande maioria estão desempregados ou trabalhadores informais, como guardadores de carros e vendedores ambulantes, que acabam sendo marginalizados e tratados como inferiores por sua atual situação. Muitas das vezes, os cidadãos chegam nessa condição por causa da falta de oportunidade e a má distribuição financeira.

Em segundo lugar, é evidente que outro problema é a própria questão cultural de nosso país, onde o preconceito ainda está de portas abertas e a falta de empatia é preponderante. Infelizmente,  a sociedade contemporânea vê a moradia como mercadoria, não como direito, e enxerga homens e mulheres retintos como inferiores, ou nem sequer os enxerga. Vale ressaltar também que a crise econômica e a ineficácia do governo de criar novos empregos tem contribuído para o aumento dessa problemática.

Por todos os fatores apresentados, é evidente que medidas devem ser tomadas para resolver essa situação, visto que hodiernamente a população em situação de rua cresceu 140% a partir de 2012, chegando a quase 222 mil brasileiros em março deste ano, e tende a aumentar com a crise econômica acentuada pela pandemia da Covid-19. Dessa forma, para que esses indivíduos sejam tratados com dignidade e respeito, cabe ao Governo junto ao Ministério do desenvolvimento social, promover cursos profissionalizantes que reinsira essas pessoas na comunidade e no mercado de trabalho e programas que garantam moradia,alimentação,saúde e lazer. Com isso, será possível mitigar a situação de pessoas sem um lar para chamar de seu.