A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

O advento da urbanização brasileira no século XX, em que a população urbana superou a rural em termos numéricos, caracterizou-se pela rapidez e pelo ineficaz planejamento das cidades. Sob esse viés, percebe-se que tal fato fomentou a segregação socioespacial, tendo por consequência a expansão da população em situação de rua no Brasil e a exclusão socioeconômica dessa problemática, que é importante expor e viabilizar medidas para mitigá-la.

Em primeiro lugar, é lícito postular que a falta de atuação pública para aplacar essa problemática no Brasil contradiz os preceitos democráticos. De acordo com a constituição teórica faz-se pouco efetiva em metodologias práticas, o que pode ser comprovado por um levantamento estatísticos apontado pelo Censo Demográfico de 2020, que aponta um crescimento de 53% da população de rua em quatro anos na cidade de São Paulo. Assim, medidas públicas são essenciais para reverter esse quadro caótico.       Outrossim, a lógica capitalista contribuiu para a existência de populações de rua em péssima qualidade de vida. Segundo a corrente filosófica e econômica marxista, prioriza o bem pessoal em detrimento do coletivo gera inúmeras dificuldades estruturais para a sociedade, a saber, a condição de pobreza extrema e a concentração de riqueza. Desse modo, a especulação imobiliária, sobretudo nos grandes centros urbanos, caracterizada pelo estoque de imóveis, a fim de obter lucros futuros, aliada à falta de cooperativismo social contribuem negativamente com esse cenário enfermo. Logo, é substancial que a união dos cidadãos, em prol de bem-estar comunitário, prevaleça em detrimento do individualismo excessivo.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de uma ampliação de políticas governamentais e de ações sociais para aplacar a conjuntura vigente. Destarte, é fundamental que Organizações Não Governamentais (ONGs), a partir de parcerias com as prefeituras dos municípios, direcione recursos materiais para construção de casas de acolhimento para pessoas desabrigadas, a fim de reduzir o índice de indivíduos em situação de rua no país. ademais, a secretaria Nacional de Assistência Social, junto ao Ministério da Saúde, deve criar projetos, mediante verbas públicas, que promovam a reinserção desses grupos na sociedade, além de realizar atendimentos médicos gratuitos nessas populações. Assim, atenuar-se-á gradativamente tal problemática no Brasil contemporâneo.