A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

A situação da população de rua se agrava de maneira escandalosa, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a partir de 2012 a quantidade de indivíduos residindo em ruas cresceu 140%, aproximando a quase 222 mil brasileiros. Em virtude do vício em entorpecentes, imigração, desemprego, etc. Sabendo disso, visto que o Brasil encontra-se em uma crise econômica, por conseguinte da pandemia de Covid-19, o número pode ser agravado, sendo uma problemática não só no Brasil, mas sim em todo mundo.

Devido a marginalização dos sem moradia, muitos destes cometem crimes por não terem outra alternativa para sobreviver, ou para sustentar o vício em drogas, álcool, etc. O romance escrito por Jorge Amado denominado “Capitães da Areia” retrata o cotidiano de um grupo de meninos de rua, no qual são marginalizados e abandonados pela sociedade. Visto isso, a sociedade não acolhe os sem teto de maneira humana, tratando-o apenas como um marginal, usuário de drogas; utilizando de pré-conceitos como forma de não auxiliá-lo a se recompor socialmente como cidadão.

O direito à moradia adequada é um direito humano universal, sendo aceito e aplicável a todo globo, sendo um direito fundamental para a vida as pessoas. Sendo assim, o Estado terá que prestar o auxílio e focar suas atenções para os moradores de rua, e visando diminuir a porcentagem de indivíduos sem moradia.

Haja Vista a situação de pandemia, o Brasil obteve aumento no número de indivíduos em vulnerabilidade financeira. Segundo o estudo do Ipea " Estimativa da População em Situação de Rua no Brasil" utilizando dados de 2019 do censo anual do Sistema Único de Assistência Social (Censo Suas), há uma concentração de 56,2% de indivíduos em situação de rua no Sudeste. Em virtude da Industrialização, grande parte dos moradores de rua habitam em áreas urbana. Sendo então, o grau de urbanização e de pobreza um dos fatores a serem associados ao número de pessoas morando nas ruas, indicando a   adequação de políticas públicas à essas cidades.

Portanto, conclua-se  que o estado deverá ter uma atenção especial aos sujeitos em situação de rua. O Estado, junto a ONG’s (Organização não Governamental sem fins lucrativos), criarão projetos de acolhimento, higiene, reabilitação da população de rua, visando recompô-los socialmente, através de doações da sociedade e auxílio governamental. Tendo como resultado a ressocialização do indivíduo e criando a possibilidade do sujeito a reatar vínculos familiares originais, reabrindo portas de emprego e uma vida nova à pessoas.