A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

O filósofo Immanuel Kant contextualiza que a humanidade deve pensar de maneira objetiva ao ajudar uma outra pessoa, se colocando no lugar dela e sem visar nenhuma recompensa. Dessa forma, ao se tratar de uma minoria, que não possui os mínimos direitos como um abrigo, educação e saúde, o Brasil se encontra em uma situação de desmazelo, em vista da falta de cuidados direcionados à essa população. Destarte, urge a importância em redigir sobre a população em situação de rua no Brasil, com enfoque na falta de auxílios destinados à eles pelo governo brasileiro e as razões para ida à rua.

Pertinente se torna mencionar que o Brasil apresentou uma Industrialização tardia, ultrapassando etapas importantes para a sua evolução. Porquanto, o período industrial brasileiro teve seu auge com Juscelino Kubitschek, que incentivou o país, através da sua política de evoluir “50 anos em 5 anos”. Dessa maneira, como a população possuía pouca especialização, muitos acabaram desempregados e até mesmo em condições de rua. Ademais, o grupo social em vulnerabilidade aumentou com o passar do tempo, de acordo com os últimos dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) estimasse que nos últimos 5 anos houve um aumento de 15% dessa população, em vista dos problemas socioeconômicos do Estado brasileiro. Portanto, se infere que os problemas econômicos influenciam diretamente no aumento dos números estudados pelo IPEA, pois há um crescimento do desemprego.

Além dos fatos supracitados, é importante também comentar que a população vulnerável apresentam motivos variados para morarem na rua, por exemplo, vício em drogas ou álcool, discussões familiares e desemprego. Embora, alguns dos motivos citados poderiam ser evitados se o governo orientasse-os, de maneira assertiva, a falta da ajuda deles aumentam as dificuldades da redução desse grupo social. Nesse viés, os indivíduos acabam sustentando seus vícios nas ruas, continuarão desempregados pois não possuem acesso a educação profissionalizante nem orientação educacional básica.

Posto isso, medidas são necessárias para resolução dos impasses citados. Por conseguinte, o Ministério da cidadania deve criar cursos de ensino profissional ou básico destinados as comunidades vulneráveis. Assim, as pessoas terão um ensino destinadas especificamente ao caso delas e poderão procurar empregos em melhores condições e sair de tal situação. Além disso, o Ministério de Diretos Humanos deve aumentar a fiscalização e a orientação, de maneira pacífica, das condições que estão expostos, a fim de auxiliá-los a deixarem seus vícios e incentivá-los a trabalhar e conquistarem melhores condições.