A população em situação de rua no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Na ausência de dados atualizados sobre a quantidade de pessoas vivendo na rua, entidades que lidam com esse grupo na cidade estimam possível duplicação no número após piora em indicadores econômicos e sociais. Com a crise, desemprego e contratos cancelados, a população de rua aumentou.
É relato comum nas redes sociais, onde o humor esconde um fundo de impaciência, as pessoas se sentirem como as únicas permanecendo em casa por mais de três meses, respeitando o isolamento por causa da pandemia do coronavírus no Ceará. Contudo, há centenas, talvez milhares, de outras nas ruas de Fortaleza, que não cumprem a medida por não terem sequer um cubículo para habitar. São homens e mulheres, crianças e idosos, cujas trajetórias de vida levaram a um teto de sol e estrelas.
Vale também comentar que a pandemia agravou problemas principalmente econômicos, levando pessoas a saírem de casa em busca de alimentação e outras formas de ajuda. A burocracia para buscar o auxílio emergencial do Governo Federal também comprometeu a situação, embora ele também não descarte a atuação de “aproveitadores” em busca de donativos e de usuários de drogas que veem na rua maior acesso a substâncias ilícitas.
Diante disso conclui-se necessário lançar ações para mitigar essa conjuntura. Logo, o Governo Federal, assessorado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, deve construir abrigos temporários com comida e camas, além de moradias permanentes para as famílias, afim de evitar a permanência desse pessoal em áreas externas.