A população em situação de rua no Brasil

Enviada em 22/09/2020

Conforme estimativa realizada pelo IPEA em 2016, existem cerca de 101.854 pessoas vivendo em situação de rua no Brasil. Para essas pessoas, viver nas ruas é sinônimo de conviver com a violência física e psicológica impostas pela exclusão social, intervenções violentas por parte de policiais ou de fiscais, remoções arbitrárias ou recolhimento de pertences, negligência no atendimento, ausência de políticas públicas. São vítimas de descaso, da discriminação, do preconceito e do desprezo que resultam, em muitos casos, em agressões e homicídios.

Primeiramente, é importante ressaltar que são inúmeros casos que levam um cidadão a viver nas ruas. Como, o desemprego, os desentendimentos com a família entre outros motivos. Porém, um dos principais motivos é o vicio com bebidas alcoólicas. Segundo o site do Senado Federal do Brasil, 35,5% dos moradores de rua possuem problemas com o álcool ou drogas. Isso acontece porque muitos desses indivíduos criam a expectativa de que essas substancias tóxicas trarão algum tipo de alívio para os seus problemas diários. Ou seja, criando-se assim uma obsessão para tais vidas, acarretando um ciclo vicioso com problemas físicos e psicológicos.

Em segundo lugar, fica-se evidente que o preconceito mantido no século XXI corrobora para solucionar tais impasses. A exclusão sofrida pelos residentes de rua, torna-se um problema para a melhoria dessas condições de vida desta parcela da população brasileira. Dessa forma, a discriminação continua sendo algo que caracteriza grande parte da sociedade, ficando notório a falta de relações harmoniosas entre as diferentes classes sociais.

Em segundo lugar, fica evidente a insuficiência de programas sociais voltados para moradores de rua. De acordo com o Ministério de Desenvolvimento Social, apenas 11% da população de rua recebe benefícios de órgãos governamentais, além disso, mais da metade dorme nas ruas por falta de abrigos e albergues públicos. Desse modo, tais dados demonstram a desassistência em relação às pessoas em situação de rua, que convivem sem meios suficientes que os possibilitem a sair dessa condição.

Portanto, a situação precária dos habitantes de rua é um grande desafio e precisa ser combatida. Em primeiro lugar, é dever do Ministério Segurança Pública em parceria com o Ministério das Relações sociais, criar unidades de centros de ajuda aos moradores de rua, proporcionando acolhimento, saúde, educação e tratamentos contra a dependência química, por meio de verbas federais, liberadas aos estados. Ademais, é missão do Ministério dos Direitos Humanos, acompanhar, desenvolver, avaliar e monitorar a Política Nacional para a População em situação de rua. A fim de contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária.